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Descanse em paz, irmã Gema!
Irmã Maria Gema da Eucaristia faleceu no dia 29 de maio de 2008. 98 anos de idade, 74 de carmelo. Requiescat in pace cum sanctum carmelitarum et cum Beatissimae Virgo Maria.
Escrito por Equipe de comunicação às 16h27
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SOB AS ASAS DO VENTO
II. O vento sopra para oeste
8. Ventos a favor e ventos contrários
Quatro brigadeiros de peso
João Batista Mantuano, beato
Depois de João Soreth governaram a Ordem Cristóvão Martignone (1472 a 1481), Poncio Raunaud (1482 - 1503) e Pedro Terrasse (1503 - 1513). O próximo, João Batista Spagnoli, o mantuano, foi o segundo nome de peso, depois de Soreth.
João Batista Spagnoli ingressou na Congregação reformada de Mântua, da qual foi a maior glória. Regeu-a como Vigário Geral por 6 vezes. Em 1513 foi eleito prior geral de toda a Ordem.
Durante o tempo em que foi Vigário da Congregação Mantuana fundou um convento reformado na Igreja de S. Crisógono, em Roma e outro na Basílica de Loreto, que os carmelitas assumiram por vários anos. O escrúpulo dos reformados, que se invomodaram com a contínua peregrinação dos fiéis, levou-os a deixar a guarda da Basílica em 1497.
Não obstante ser de avançada idade, empreendeu a obra reformadora da Ordem com entusiasmo, seja por si mesmo, seja por meio de delegados enviados às diversas Províncias. Morreu aos 68 anos de idade, a 20 de março de 1516, sem ter terminado o triênio de seu governo. Foi um insigne humanista e grande devoto de S. José. O culto do Beato Batista Mantuano foi aprovado por Leão XIII em 1890.
Bernardino de Sena sucedeu o Mantuano e governou a Ordem de 1517 a 1523.
Nicolau Audet, reformador de pulso firme
O terceiro grande reformador da Ordem foi Nicolau Audet, cipriota. Foi eleito geral da Ordem no Capítulo de Veneza de 1524. Esteve à frente da Ordem por 38 anos, boa parte de sua vida.
Audet foi o verdadeiro protótipo do reformador. Imitou o Beato João Soreth e o superou em seu esforço de colocar a Ordem em ordem. Publicou em Veneza em 1524 sua obra Isogogicon, em que julga a legislação da Ordem para acomodá-la às circunstâncias do tempo e a seu programa de Reforma. Seja por si mesmo, seja por meio de seus delegados visitou todas as Províncias e foi inflexível quanto à extirpação dos abusos. Sempre estava disposto a preferir que os religiosos deixassem a Ordem, antes que tolerar o relaxamento.Audet participou, como representante da Ordem, em algumas sessões do Concílio de Trento. Teve que enfrentar as perseguições protestantes na Inglaterra, onde alguns frades foram encarcerados e a riquíssima biblioteca do convento de Londres, incendiada. Morreu em 1562, em Roma, o mesmo ano do início da reforma teresiana.
João Batista Rossi, o último grande reformador
Varão insigne, piedoso, afável em sua conversação, ilustre por sua erudição. Assim as Atas da Ordem descrevem João Batista Rossi, o Superior Geral que a partir de 1564 levou a cabo a adaptação da Ordem ao espírito reformador do Concílio de Trento
Com a autoridade de Visitador Apostólico, nomeado pelo Papa Pio V, visitou várias Províncias da Ordem. Foi o Geral dos inícios da obra reformatória de Santa Madre Teresa, que o amou ternamente.
Com o Pe. Rossi aportamos no século XVI, adentrando as gloriosas portas de Ávila.

Escrito por Equipe de comunicação às 16h21
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SOB AS ASAS DO VENTO
II. O vento sopra para oeste
8. Ventos a favor e ventos contrários

Quatro brigadeiros de peso
No período das reformas não se pode deixar de mencionar quatro grandes padres gerais que, por sua vida e obra, procuraram conduzir a Ordem de modo que ela pudesse vencer as investidas perigosas dos ventos de então. Três deles de nome João. João Batista, o precursor, parece rondar a Ordem.
João Soreth e as mulheres

O primeiro é João Soreth. Sucessor de Bartolomeu Raccoli (1430-1433) e João Faci (1434-1450), Soreth, nascido em 1405 em Caen, na França, foi eleito geral em 1451.
Vendo o estado da situação achou que a reforma deveria começar pelas leis. Ele mexe nas Constituições da Ordem e as manda imprimir para que todos os conventos as tenham. Ansioso por ver a reforma abraçada, visitou, por duas vezes, todos os conventos, admoestando cada frade à observância fiel da regra de Eugênio.
A princípio trabalhou com cautela e bondade, ensinando mais com o exemplo que com as palavras. Posteriormente quis revogar algumas coisas da Regra mitigada, mas encontrando a oposição de muitos, não conseguiu ir adiante. Estabeleceu, sem embargo, severas medidas contra os abusos no Ofício divino, contra a ociosidade dos frades, a irregularidade na vida comum, contra os que conferiam ou deixavam adquirir os graus acadêmicos aos indignos e contra outros muitos abusos. A reforma que pretendia impor era voluntária. Nenhum convento tinha de ser reformado sem que a maior parte de seus religiosos o pedisse ou a aceitasse. Mas aos religiosos reformados era dada a faculdade de eleger o Prior que eles desejassem e era-lhes permitido também ficar perpetuamente no convento no qual professavam a reforma. Soreth fez o que lhe estava ao alcance. Esperava encontrar frades dispostos, mas as raízes do estado das coisas eram tão profundas, que arrancá-las, só por milagre, ou por um outro vento mais forte, que um dia viria.
O Beato João Soreth ficou também famoso por ter visto nascer, oficialmente, por sua vontade e esforço, as chamadas Ordens segunda e terceira, as monjas e os leigos ligados à Ordem.
Junto aos conventos, de forma espontânea, foram agrupando-se leigos que frenquentavam a igreja dos frades, eram instruídos por eles e bebiam da mesma espiritualidade. Alguns mais piedosos pediam a permissão para se consagrarem com os três votos, sob a obediência dos superiores locais, mantendo a rotina da própria vida em usas casas. Eram os chamados conversos ou conversas. Este grupo parecia ter um vínculo bem mais forte com a Ordem que os oblatos e os membros de Confrarias, que reuniam-se em associações e participavam dos benefícios espirituais da Ordem.
Em alguns lugares as mulheres, viúvas ou solteiras, resolviam viver sob um mesmo teto e levavam às costas um manto branco. Daí serem chamadas de "manteladas". Também eram conhecidas como “pinzocchere”, na Itália, ou “beatas”, na Espanha. Sabe-se da existência destes grupos nos séculos XIV e XV em Veneza, Florença, Milão, Mântua e Ferrara.
(Primeiro mosteiro feminino da Ordem no mundo (Florença), hoje seminário maior da arquidiocese.)
Em 1452, um nobre jovem de família fiorentina, P. Bartolomeu Masi, tomou seu cavalo e de Florença rumou para Roma. Bartolomeu era o prior do Carmelo de Florença. Foi ao Vaticano pegar o documento papal que declarava legítima a existência das monjas e autorizava, de forma ilimitada, o seu desenvolvimento e a sua evolução em direção a formas mais completas de vida religiosa. Em suas mãos, em primeiro lugar, teria sido entregue o documento, que ele faz chegar às beatas que moravam perto do Convento.
Um segundo original do documento papal foi dado ao prior Geral, beato João Soreth, em que se reconhecia os plenos direitos, condividido entre os outros superiores maiores, de agregar ao Carmelo mulheres e mosteiros e a faculdade de determinar exatamente obrigações e ideais para as irmãs admitidas e para aquelas a serem admitidas no futuro entre as filhas da Ordem.
Bartolomeu Masi foi a Roma não por ordem de Soreth, mas por vontade expressa de todo o convento de Firenze. O beato João Soreth, por quanto estranho à iniciativa do convento de Firenze, cultivava em sua alma as mesmas intenções de ver na Ordem mosteiros que abrigasse mulheres consagradas ao culto da Virgem. Alguns historiadores, atento a estes fatos, querem fazer de Bartolomeu o fundador das monjas, juntamente com Soreth. Por ser, porém, o prior geral, e por que a Bula é dirigida a ele, como tal, a história reservou para o Beato as honras devidas ao iniciador do ramo feminino da Ordem, em cujos galhos encontrariam ninho mulheres fantásticas.
Nestes termos, o Papa Nicolau V expressou-se, autorizando a formação das monjas: "Não podendo-se organizar, sem a autorização do Sumo Pontífice, nenhum grupo de fiéis, sob qualquer forma de religião, e para os grupos das religiosas, virgens, viúvas, beatas, manteladas ou outras particulares parecidas, que vivem sob o título e proteção da Ordem da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, ou que no futuro se ofereçam para viver, não ficam bem sem a aprovação da autoridade apostólica, Nós, pelas presentes Letras, decretamos que sobre a recepção, modo de vida, admissão e proteção das anteditas, a Ordem e o Mestre Geral da mesma e os Priores Provinciais gozem e usem dos mesmos e idênticos privilégios concedidos às Ordens dos Pregadores e dos Ermitães de Santo Agostinho, com tal que as anteditas virgens, viúvas, beatas e manteladas, vivam em continência e honestamente, guardem o jejum e cumpram todas as demais coisas, como fazem, segundo seu ordenamento e estatutos, as virgens, beatas e manteladas das citadas Ordens, as quais vivem em continência e honestidade. Que ninguém por isso ouse infringir ou contravir estas nossas Constituições. Porém se alguém presumir de contradizê-la, saiba que incorrerá na ira de Deus omnipotente e de seus santos apóstolos Pedro e Paulo.
Dado em Roma, em São Pedro, no ano de 1452 da Encarnação de nosso Senhor, no dia 7 de outubro, sexto ano do nosso Pontificado.”
A bula Cum Nulla está ao centro da história das monjas carmelitas. Tudo o que o precede encontra o próprio cume nela e tudo o que vem depois não é mais que um florescer dela. A pré-história da bula papal que cria as monjas carmelitas é quase totalmente desconhecida. A história das monjas vai começar a ser realmente escrita e conhecida quando no horizonte aparecem as angélicas figuras de Teresa de Jesus e de Maria Madalena de Pazzi. O tempo que corre entre a bula Cum Nulla (1452) e a ereção do primeiro mosteiro de carmelitas descalças (1562) perde-se em uma nebulosidade mais ou menos densa.
O que se sabe é que em Florença, no fim de 1450, um bando de mulheres, conhecidas por ali como as "mulheres brancas", talvez por causa da mesma capa branca que levavam, vivam juntas numa espécie da confraternidade ligada à Ordem. Junto ao grupo que formava a comunidade e organizavam como podiam o dia-a-dia, outro grupo de mulheres piedosas as frequentavam em determinados momentos para orar e aprofundar-se nas coisas da vida do espírito. Foram as mulheres de Florença que teriam pedido a Basi a viagem a Roma com a intenção de conseguir a Bula das mãos do Papa. O convento de Florença é considerado o primeiro entre as monjas carmelitas. Por sua vez, a 10 de maio de 1452, na Holanda, o Geral Soreth admitia na Ordem as beatas de Ten Elsen em Guelders, a quem deu suas leis. Outros mosteiros nasceram na França, liderados pela Beata Francisca d'Amboise, e com os dos países baixos possuíam características homogêneas, pois seguiam as orientações de Soreth. As outras casas que iam surgindo aqui e ali, nasciam independentes umas das outras, e as monjas eram orientadas pelo prior do convento ao lado. Cada qual possuía sua própria legislação e iam elaborando seus próprios costumes. Desde 1452, fundaram-se mais de 180 mosteiros, dos quais uns 60 ainda subsistem.
Quase sempre os mosteiros nasceram de uma transformação paulatina de grupos de beatas, que, participando cada vez mais plenamente da vida da Ordem, se convertiam em monjas propriamente ditas, adotando sua Regra e Constituições. No interior de seus muros grandes e generosas almas dão o brilho da santidade feminina que faltava á Ordem, como as Beatas Francisca de Amboise, Arcangela Girlani, Joana Scopelli e a santa Maria Madalena de Pazzi. Desta linhagem nascerá Santa Teresa que iniciará uma nova geração de grandes e santas monjas. Esta é uma outra história.
Escrito por Equipe de comunicação às 01h40
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Em homenagem aos japoneses, nos 100 anos do início da imigração no Brasil
Artigo de Francesco Vitale sobre a escolha de fr. Claudio Truzzi de ser missionário no Japão
PORQUÊ NO JAPÃO

Até pouco tempo atrás – e talvez em alguma medida ainda hoje – o clichê do missionário seguia estas linhas: “Um jovem sacerdote, recentemente ordenado, deixa atrás de si os confortos da casa em Roma ou Bruxelas, os grandes edifícios de Paris ou Nova York para andar em uma primitiva vila da África ou estabelecer-se no Mato Grosso ou na Amazônia. Ele leva consigo o mundo da medicina e livros, o catecismo, as conversões e os batismos. Constrói no povoado a igreja e a escola das irmãs. Tem que enfrentar as serpentes, a malária e o sol a pino, longas horas de caminho pelas estradas há pouco abertas sobre as montanhas cobertas de florestas...”.
Todavia, aconteceu que um jovem sacerdote Milanês subisse a escadinha do avião, direto em missão. E o avião aterrisou no país da indústria e da tecnologia, em um país que realizou em poucos decênios aquilo que os países ocidentais levaram um século para construir. Deixando para trás o aeroporto, encontrou-se submerso em uma cidade que possui o maior número de universidade e de escolas secundárias, uma população e uma poluição de progresso impressionante.
Oceania e em Madagascar. Mas não muito diferente daquela que iniciou, há mais de mil e novecentos anos atrás, a Jerusalém e foi conclu´da em Roma.
Para aqueles que querem identificar a missão com quanto comumente se entende com desenvolvimento e civilização, a missão do Japão não tem sentido nenhum. Poderia, antes, parecer ridícula. Quem acomuna missão e humanização poderia sustentar que as estruturas sociais e as realizações humanas no Japão pedem uma melhora, e é por isso bom que alguém dos países chamados “cristãos” vá a ensinar alguma coisa sobre o valor da vida e da dignidade humana. Semelhante presunção não poderia parecer um insulto? “Médico, cura-te a ti mesmo”.
Então, porque deixar partir alguém para o Japão? Além disso, neste país a Igreja, por quanto pequena, e já suficientemente implantada. Tem a sua Ierarquia, os seus sacerdotes, as suas irmãs, as suas famílias católicas, as suas escolas e a relativa suficiência de recursos. Não é mais uma comunidade invisível.
A resposta, creio, pode ser dupla.
Primeiro: o missionário vai e permanece no Japão como enviado da Igreja Universal a serviço da Igreja japonesa.
Segundo: ele vai, e permanece, para unir o seu pessoal testemunho àquela da comunidade dos cristãos japoneses. Ao Japão, à Àsia, à humanidade de hoje ele pretende testemunhar concretamente Cristo Jesus.
A partir deste momento – recorda o Concílio Vaticano II - ele deverá habituar-se a uma extraordinária receptividade. Gastará anos para aprender a língua, até que esta não transforme no veículo das suas mais profundas convicções. Deverá mergulhar no patrimônio cultural deste povo para colher-lhe todas as aspirações. Em um certo sentido deverá tornar-se japonês até o ponto em que os japoneses digam: “Ele é com a gente, é por nós, é um de nós; e, portanto, pode entender e amar o que nos distingue."
Escrito por Equipe de comunicação às 00h54
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Santa Teresinha, novamente padroeira da Jornada da Juventude

A próxima Jornada Mundial da Juventude será celebrada do dia 15 ao dia 20 de julho de 2008 na cidade de Sydney. A segunda jornada do encontro preparatório informou que são dez os patronos, entre santos, beatos e servos de Deus, desse grande encontro de jovens: Nossa Senhora da Cruz do Sul, o servo de Deus João Paulo II, a Beata Mary McKillop, S. Pedro Chanel, o B. Piergiorgio Frassati, SANTA TERESA DO MENINO JESUS, doutora da Igreja e patrona da Austrália, o beato Pedro To Rot, Santa Maria Goret, Santa Faustina e a beata Teresa de Calcutá.
Foi durante a jornada da juventude em Paris, no ano de 1997, que o Papa João Paulo II anunciou oficialmente que Santa Teresinha seria declarada doutora da Igreja no dia 19 de outubro daquele ano.
No boletim da jornada, do dia 25 de outubro do ano passado (e-pilgrinage) o bispo auxiliar da capital australiana e coordenador geral das jornadas mundias da juventude 2008, D. Anthony Fischer, propõe aos jovens caminhar para Sidney com as mãos dadas a Santa Teresinha, vivendo o caminho da infância espiritual, que é “uma espiritualidade madura, baseada na humildade, honestidade e simplicidade”.
Escrito por Equipe de comunicação às 00h47
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Campeão espanhol de tênis foi aluno de escola de carmelitas

...De pequeño fue a la escuela de las monjas carmelitas y luego al colegio concertado de La Salle, en Manacor. "Una de sus profesoras me contó que, cuando el pequeño Nadal ganaba campeonatos como tenista infantil, en clase lo festejaban, y él se escondía avergonzado", dice el periodista Llorens Riera, de la delegación local del Diario de Mallorca. Los festejos escolares se acabaron pronto porque Nadal tuvo que abandonar los estudios que cursaba en el instituto público Son Pacs de Palma. LOLA GALÁN 21/06/2008
elpais.com
http://www.elpais.com/articulo/internacional/ultimo/espanol/resiste/Bagdad/elpepuint/20080518elpepuint_8/Tes
Escrito por Equipe de comunicação às 00h26
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Apelo às “Carmelitas Descalças”
O estilo da vida de nossas monjas já foi introduzido na cultura literária como adjetivo de vida estreita. Encontramos, porém, duas referências a elas em gente famosa, para ilustrar situações pessoais e políticas. Na primeira trata-se do autor de novelas da Globo, Aguinaldo Silva, durante momento de impasse em uma das telenovelas que ele estava escrevendo. Para justificar seu afastamento saiu com essa: "Entrei pra Ordem das Carmelitas Descalças”
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2711200707.htm

A outra referência foi feita pelo ex-deputado Roberto Jefferson, no auge da crise do mensalão. Vejam o que ele disse: “ou mudamos a realidade atual ou a madre superiora do convento das Carmelitas Descalças, se eleita no Brasil, será corrompida pelo caixa dois”. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1807200509.htm
Escrito por Equipe de comunicação às 00h23
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O mais antigo registro da "festa do Divino" no Brasil se encontra em livros carmelitas
A festa do Divino é uma comemoração tradicional, tendo sido introduzida em nossos costumes no final do século 16, provavelmente trazida pelos jesuítas. "A primeira festa do Divino no Brasil data de 1752, em livros carmelitas", diz Josemir Ferraz Campos, que há 17 anos é um dos organizadores da festa do Divino em Mogi da Cruzes.
É comum que se misture a devoção católica com folclore, resultando em congadas e moçambiques, distribuição de doces típicos caipiras para as crianças e brincadeiras como a cavalhada e o pau-de-sebo.
Escrito por Equipe de comunicação às 00h07
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Monjas se acorrentam em Roma para protestar contra expulsão de convento
da Efe, em Roma - 08.06.2008
Duas freiras carmelitas idosas se acorrentaram hoje em um poste de iluminação a poucos metros do Vaticano para protestarem contra sua expulsão de um convento alguns anos atrás.
Albina Locantore, de 73 anos e ex-madre superiora do mosteiro de Santa Maria del Carmine di Camerino (leste), e Teresa Izzi, de 79 anos, permaneceram sentadas em uma cadeira e acorrentadas a um poste com vários cartazes que explicam o protesto.
| Alessandro Bianchi/Reuters |
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"Santidade, nos expulsaram e nos denunciaram. Vergonha!", dizia um dos cartazes que as freiras, vestidas com seus hábitos, seguravam.
Segundo as religiosas, elas deixaram o convento em 2005 por motivos de saúde e com as devidas autorizações, mas não foram aceitas de volta por uma série de acusações que consideram injustas.
Em outro dos cartazes das freiras estava escrito: "Santidade, não somos prostitutas, violentas, ladras ou doentes mentais".
O problema teria surgido em 2005 com uma inspeção eclesial ao convento que teria evidenciado várias irregularidades, entre elas a presença de um homem que ajudava as religiosas, todas de idade avançada.
No entanto, na inspeção também se descobriu que estava faltando dinheiro, e a Promotoria da cidade abriu uma investigação e mandou o homem a julgamento.
Escrito por Equipe de comunicação às 00h04
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SOB AS ASAS DO VENTO
II. O VENTO SOPRA PARA OESTE
8. Ventos a favor e ventos contrários
Congregações reformadas
Importante Capítulo nestes tempos de aspiração por reformas, foi o surgimento das Congregações Reformadas. Tratavam-se de iniciativas tomadas num convento ou circunscrição da Ordem, com o intuito de organizar a vida e em vistas de uma observância mais estrita da regra. O jeito próprio e diferente de viver, em relação aos outros conventos, dava-lhes um rosto singular. Com o tempo outros conventos iam aderindo a estas iniciativas e adotando o mesmo estilo de vida, até formar uma circunscrição à parte.
Foram três as principais Congregações reformadas: a de Mântua, a de Albi e a de Monte Oliveto. Além destas, existiram outras que tiveram um caráter meramente privado, como a de Portugal, Chipre e Onda (Espanha). Depois da reforma teresiana surgiram outras como, por exemplo, a de Turim, a de S. Maria da Scala Paradisi, no Piemonte (Itália). Todas desapareceram antes que findasse o século XIX.

Mântua (1413-1783)
A congregação de Mântua viu a luz antes da mitigação da Regra, no ano de 1413, por obra de Jacó Alberto e o Beato Angelo Mazinghi. Estes dois religiosos começaram a vida reformada no convento de Le Selve, perto de Florença. Pouco depois esta vida reformada começou no convento de Mântua por obra dos PP. Francisco Tomás e Gigón de França. Neste convento se formaram ótimos religiosos como o beato Bartolomeu Fanti e o Beato Batista Mantuano.
No ano de 1427 agregou-se à Congregação um novo convento, o de Gironde, na Suíça, da diocese de Sitten. Entre os fundadores deste convento está Tomás Connecte, chamado o “Savonarola Francês”, célebre pregador e reformador violento que morreu em Roma queimado vivo, por acusação de heresia não retratada.
Até o ano de 1452 a Congregação de Mântua teve somente estes três conventos. Depois fundaram conventos em Ferrara, Brescia, Lucca, Parma, Modena, Bolonha, Bérgamo, Gênova, Milão, Florença, Pistóia, Veneza, Pavia e outros. Quando a Congregação foi suprimida contava com 53 conventos de frades e 7 de monjas. Estava dividida em 6 províncias.
Em 1442 a Congregação foi aprovada por Eugênio IV com o direito de eleger seu próprio Vigário Geral. Como tal foi eleito Pedro Estêvão de Toulouse. Floresceram em santidade Tomás de França, o Beato Angelo Mazzinghi, o Beato Bartolomeu Fanti, o Beato Batista Spagnoli, a Beata Juana Scopelli e a Beata Arcangela de Trino. Deu também esta Congregação dois gerais para a Ordem: Cristóvão Martignone (1472-1481) e o B. Batista Spagnoli (1513-1516).
O hábito que usavam os reformados era de cor cinza e a capa curta, e as sandálias da mesma cor do hábito ou brancas. Os mantuanos observavam com rigor o voto de pobreza e davam extremo valor à observância da vida comum. No dia 21 de março de 1783 o Papa Pio VI agregou os seus conventos à Ordem, extinguindo a Congregação como tal.

Albi (1499 - 1599)
Ludovico de Ambois, bispo de Albi, tinha o desejo de ver reformados todos os conventos de religiosos de sua diocese. Conseguiu, com sucesso, reformar dominicanos e franciscanos. Para implementar a reforma no convento dos Carmelitas, ajudado por Juan Standonck, reitor do colégio de Montaigu, contou com a ajuda dos reformados de Mântua. Para lá enviou o dominicano Durando de Fraccinis, com a missão de pedir ao Beato Batista Mantuano frades reformados que pudessem levar a cabo sua reforma em Albi. O mantuano lhes enviou Alberto de Condeto e Eligio Dionísio. O primeiro morreu pouco tempo depois e só Eligio apresentou-se ao bispo de Albi.
Sabendo que haveria resistências à reforma, o bispo armou uma armadilha para os frades. No dia 10 de agosto de 1499 convidou todos os Carmelitas do convento daquele lugar para um banquete no Palácio Episcopal. Depois que os frades estavam fartos e riam á vontade, alegres e satisfeitos, o bispo pediu a palavra e disse que trouxe a eles um convidado especial. Sob os olhos esbugalhados dos frades, com ânsias de vômito alguns, entra no recinto o P. Eligio, vestido pobremente, com o hábito cinza e as sandálias brancas, distintivos dos frades reformados de Mântua. O bispo anuncia aos frades que a partir de então o convento será reformado, sob a orientação do novo frade, nomeado mestre de noviços. Jovens do colégio de Montaigu foram cooptados para receberem o hábito, imposto pelo bispo em seu oratório particular, e iniciarem a vida reformada. Aos carmelitas davam-lhes duas opções: ou submetiam-se à nova vida, ou fossem para outros conventos da Ordem.
Em pouco tempo a reforma se extendeu aos conventos de Meaux, Paris, Rouen, e Toulouse. Em 1513 a congregação reformada de Albi foi aprovada pelo Papa Leão X, a pedido do rei de França Luís XII e do Beato Batista Mantuano.
Esta Congregação não teve muitos conventos, porém sim muitos ótimos religiosos, ainda que nenhum tenha alcançado a honra dos altares. Quem sabe a razão disto esteja na contínua luta que se estabeleceu entre a Congregação e os superiores da Ordem.
A causa principal dos atritos foi um tal Luís de Lira, reformador do Convento de Paris. Este, dando-se a si mesmo a autoridade de Vigário Geral, reformou o convento de Paris e empreendeu, por própria conta e autoridade, a visita canônica dos demais conventos da Província, tanto reformados como não reformados. No Capítulo Geral de 1503 ele foi ameaçado com penas gravíssimas para que deixasse o ofício de visitador, porém nada mudou. No ano seguinte foi pedido ao papa Júlio II que o convento de Paris voltasse à antiga observância e que fosse tirado dali Luís de Lira. Este, apoiado pelo rei, riu de tudo e de todos. O geral, Pedro Terrasse, mandou então que saíssem todos os estudantes do convento e se transferissem para outras casas. Luis de Lira aproveitou e, com o convento vazio dos frades, agregou-o à Reforma de Albi.
Durante vários anos foram interrompidas as relações entre a Ordem e esta congregação. Nem sequer o Mantuano, que tinha procurado a aprovação da Congregação, pôde fazer algo em prol da união e da concórdia. Bernardino de Sena, que sucedeu o Mantuano, obteve em 1518 a revogação da aprovação, que na prática não teve efeito algum, porque Adriano VI a reconfirmou em 1522. Só a política prudente do Geral Audet logrou em 1532 agregar novamente a congregação à Ordem.
O constante atrito com a Ordem e as guerras acontecidas na França entre católicos e protestantes, foram minando a observância regular. Em determinado momento a indigência e a miséria invadiram os conventos. Em 1584 só existiam três, com 30 religiosos velhos e incapazes de chegar à observância regular. Em Paris, que chegou a abrigar 300 estudantes, por aqueles momentos tinha somente um.
Vendo a situação, Gregório XIII, a pedido do Rei da França, Henrique III, suprimiu a Congregação por meio da Bula Pastoralis officii, em 1º de maio de 1584. Tentando manter a Congregação viva e utilizando-se de artimanhas, alguns frades tentam opor-se à supressão. Contra eles o Papa Clemente VIII definitivamente extingue a turbulenta Congregação, em 1º de junho de 1599.
Monte Oliveto (1516-1600)
Não se sabe porque a história chama de Congregação a obra fundada por Hugo Marengo de Novi, da Província da Lombardia. Tratou-se, afinal, de um só convento, construído na vila de Multedo, próximo a Gênova. Leão X a aprovou em 1516. Frei Hugo construiu o convento com recursos próprios e foi seu prior vitalício. O Geral Rossi o visitou duas vezes em sua viagem de ida e de volta à Espanha. Em 1599, antes da supressão da Congregação de Albi, Clemente VIII, mediante um motu proprio agregou o convento do Monte Oliveto à Província carmelitana da Lombardia, deixando aos religiosos a obrigação de cumprir com a observância regular.
A reforma de Monte Oliveto, que teve a intenção de restaurar a vida eremítica, foi tímida e durou até 1600. Ela soma-se às muitas iniciativas que surgiram na Ordem em prol da sua reforma, o que demonstra que o espírito da Ordem não estava morto, e que tudo o que humanamente podia ser feito, fez-se, a fim de que fosse renovado e florescido. Se os esforços não alcançaram pleno êxito não foi por culpa da Ordem, senão por culpa da fragilidade humana e das circunstâncias históricas.
Escrito por Equipe de comunicação às 09h56
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SOB AS ASAS DO VENTO II
II. O vento sopra para oeste
8. Ventos a favor e ventos contrários
Pára-vento 
Os diversos capítulos realizados entre 1354 e 1430 nos oferecem uma lista dos abusos mais comuns: a inobservância do silêncio depois de Completas; o uso de roupas e adornos finos como camisas de linho, bolsas presas a correias adornadas com fivelas de prata, e espada com empunhaduras chiques; a falta do hábito religioso; as competições e desobediências introduzidas nos conventos com a formação de grupos e partidos; a falta de pobreza no refeitório, com comes e bebes exagerados, especialmente quando o prior está ausente, etc.

Esta lista não deve levar-nos inadvertidamente a pensar que a Ordem toda estava sumamente corrompida. Os abusos eram localizados e individuais. Mas indicam, por outro lado, uma tendência ao relaxamento e à falta de disciplina.
As novas circunstâncias foram tornando difícil a observância estrita da Regra Inocenciana. Para diminuir as ansiedades e evitar, ao máximo possível, as ocasiões contínuas de faltas, a Ordem julgou oportuno pedir ao Papa sua mitigação. No Capítulo Geral de Nantes, celebrado em 1430, determinou-se pedir tal mitigação à Santa Sé. O Papa Eugênio IV a concedeu por meio da Bula Romani Pontificis de 15 de fevereiro de 1432. No documento papal a alegação para a mitigação é de não conseguirem guardar a regra, por causa do seu rigor e da sua austeridade, tanto por fragilidade humana como por debilidade corporal, alguns professores da Ordem, que arruinam sua saúde, e ""também muitos outros, temendo sua aspereza, recusam entrar em dita Ordem...” A mitigação se referia principalmente ao retiro das celas - “nos momentos oportunos podem livre e licitamente permanecer em suas Igrejas, claustros e arredores, e passear por eles”; e à abstinência - “dispensa-se dela três dias na semana... exceto no Advento, Quaresma e outros dias comumente proibidos”. Apesar da Bula não falar nada do jejum, parece que a prática de não jejuar três dias na semana se introduz juntamente com a mitigação da abstinência. Para maior segurança e tranqüilidade de consciência, Pio II concedeu ao Prior Geral a faculdade de dispensar do jejum três dias na semana “a juízo da própria consciência”, confirmado também depois por Sixto IV.
Se por um lado a mitigação da Regra Inocenciana no que diz respeito a algumas coisas trouxe consigo o necessário remédio, por outra parte alargou a porta aos abusos e deixou intactas as causas do relaxamento.
De fato os privilégios dos mestres e prelados relativamente às celas, roupas e uso do dinheiro eram muito grandes e o número dos privilegiados aumentava dia a dia. Disto resultava como natural conseqüência a languidez da vida regular. A confirmar esta realidade estão as tentativas de reforma que começaram a ser iniciadas justamente depois da mitigação.
Com o quadro deste jeito espera-se uma reação. Ela veio através de muitas tentativas de se lograr fazer voltar os frades à observância e à fidelidade ao espírito da Ordem, através dos Capítulos, de iniciativas tomadas por algumas comunidades e pela atividade louvável de alguns priores gerais.
As disposições capitulares (1456 a 1548) nos dão um quadro da situação e comprovam o contínuo esforço dos superiores e dos melhores elementos da Ordem por sustentar e restaurar seu espírito religioso. Em resumo elas ordenam de se ler com freqüência a Regra e as Constituições no capítulo ou refeitório e de serem traduzidas em língua vulgar para que todos a possam entender (Paris - 1456); aos priores provinciais e locais, aos vigários e superiores, e a cada um dos irmãos que recitem e cantem o ofício divino.... devagar e com devoção, com proporção e medida, com a devida pausa no meio e de se observar, em cada convento e província, a uniformidade no vestir, no canto e no modo de ler, de salmodiar e de acentuar, e que todos os priores façam seus irmãos trabalharem com esmero, e os obriguem e não lhes permitem andar vagueando (Orleans - 1469); dos clérigos usarem túnicas negras, com a capucha e o escapulário da mesma cor e os conversos de vestirem a túnica de igual cor, com capucha e escapulário brancos (Asti - 1472); de nenhum irmão deixar crescer o cabelo, senão que todos e cada um acostume mantê-lo redondo e uniforme, com o espaço de cabelo de até quatro dedos, e que ninguém use barretes vermelhos ou de cor, senão unicamente negros (La Rochelle - 1488); que os irmãos não vendem vinhos aos seculares nos conventos, nem se metam a atividades comerciais (Nimes); que ninguém seja promovido ao bacharelado, nem ao grau de mestre, sem que conste de sua sã e clara doutrina, de seus bons costumes e conduta (Piacenza); que ninguém saia do convento sem permissão do seu prelado, ou cama em suas celas, e que ninguém deixe a outros irmãos bens em herança (Roma - 1513). 
O Capítulo Geral de Veneza (1524), em que foi eleito geral Nicolau Audet, tratou de estabelecer uma verdadeira e total reforma da Ordem, assim expressando-se: “Já que a santidade de nosso Senhor, por divina providência e graça, Clemente Papa VII... nos exorta, a nós que nos achamos reunidos nesta cidade de Veneza para celebrar o Capítulo Geral, a que, arrancadas de na raiz os espinhos, semeemos no campo da santa religião plantas frutíferas e que promovamos uma reforma total na Ordem... decretamos que se reforme a vida de nossos irmãos e a nossa em toda a Ordem, para a glória de Deus e da Virgem, para conservação e aumento de nossa sagrada Ordem”. Nele se estabelece que o ofício divino “deve ser celebrado com devoção e austeridade, segundo o costume dos reformados e os irmãos de estrita observância; e nisso deve fundamentar-se a primeira e principal reforma da Ordem”; que todos procurem, na fraternidade, colocar os bens em comum, pois a vida fraterna é o “fundamento da reforma e, de nenhum modo, se pode julgar que vivam genuína vida religiosa quem, não tendo renunciado no mínimo o uso da propriedade, descuidam da vida comum”; que ninguém deve deixar crescer a barba, e os que agora a levem, cortem-na imediatamente, sob pena de rebeldia, com exceção do o reverendíssimo mestre da Ordem, porque é originário dos países orientais (!!);“que se tenha a clausura em todos e cada um de nossos conventos, de modo que não se distingam os mais reformados dos menos reformados quanto à clausura se refere”; finalmente que não sejam diferenciados os totalmente reformados dos menos reformados na forma de vestir, senão que todos portem um hábito decente em tudo semelhante ao dos irmãos reformados quanto o tamanho e o desenho, não quanto à cor”.
Todos os outros Capítulos posteriores reafirmaram esta reforma e insistiram em guardá-la fielmente (Pádua - 1532; Vicenza – 1539...).
Escrito por Equipe de comunicação às 14h18
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Em homenagem aos cem anos da imigração japonesa
... QUE TROUXE OS ANTEPASSADOS DE FREI MARCOS MATSUBARA


Escrito por Equipe de comunicação às 12h15
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Quem são os 4 postulantes do Carmelo

No dia 5 de março 2008, mês de São José, em Caratinga - MG, com a celebração da Eucaristia, teve início o ano postular para a turma 2008. Foram quatro os jovens que vieram de Anchieta (ES), onde, durante o ano de 2007, viveram sua fase de aspirantado.
Na foto aparecem os postulantes ajoelhados (já grande sinal de piedade!) junto com o provincial, frei Alzenir, e a comunidade formativa: frei Mariano, frei José Cláudio e frei Marcos Matsubara. Os postulantes são: Fabrício, Athos, Gustavo e Demétrius.
Fabrício é natural do Estado de São Paulo; Athos e Gustavo são de Minas Gerais; enquanto Demétrius é de Brasília.
Deixaram o litoral (Anchieta) e vieram escalar as montanhas de Minas (Caratinga), com o intuito de chegar ao cume do Carmelo, ou seja, a união com Deus, se não lhes faltar a graça, pois, sem ele nada podemos fazer.
Tanto eles quanto a comunidade formativa pedem orações aos que nos lerem.
Escrito por Equipe de comunicação às 09h56
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SOB AS ASAS DO VENTO
II. O vento sopra para oeste
8. Ventos a favor e ventos contrários

Os músculos avantajam-se na medida em que são exigidos. A Ordem Carmelitana não só sobrevive às intempéries, como cresce. Em 1287 conta com nove Províncias. No século XV serão 33.
Os Carmelitas fazem-se omnipresentes no território Europeu e em todas as vicissitudes da história da Igreja, vibram com as suas vitórias e sofrem com suas derrotas. Participam das grandes discussões; acompanham, por dentro, os movimentos nas grandes universidades e se destacam nos temas que lhe são mais caros, como a mística e a contemplação. Dentre as Ordens mendicantes, são os mais espirituais e em assuntos da vida interior, são os mais respeitados e, quiçá, os mais experientes. O século XIV será de ouro para a Ordem. Formará então um pequeno exército de centenas e centenas de homens fervorosos e dedicados, comandados pela Virgem e por Elias. E olha que no princípio eram 10 apenas!
Os ventos, porém, começarão a mudar em meados do século XIV, no auge da sua expansão. Depois da bonança, a tempestade. A Ordem começa a sentir alguns golpes de ventanias que irão prová-la, mas que serão, como sempre acontece com os desafios, oportunidades para novos nascimentos.
Duas fortes ventanias
A primeira grande rajada vem da natureza. Entre 1347 e 1350 a Europa é assolada por uma epidemia. O lastro da doença foi tão devastador que a apelidaram "peste negra".
Dadas as consequências físicas que a história registrou - inflamação dos gânglios linfáticos, inflamação do sangue e inflamação pulmonar - historiadores sugerem uma peste bulbônica, septicêmica ou neumônica, respectivamente. A verdade é que a peste espalhou-se por quase toda a região européia, com exceção de alguns lugares, e levou a morte a um número grande de pessoas, de todas as idades e condições sociais.
Não faltou ocasião, naquele contexto, de se procurar culpados pela expansão da doença. Sobrou para pobres e mendigos. Na suíça os judeus foram acusados de envenenar os poços, crime que muitos confessaram sob tortura, e foram massacrados. Mas tudo leva a pensar que a epidemia veio da Ásia, provavelmente da Índia, e que alcançou a Europa pelas rotas comerciais.
Em alguns lugares os empesteados aproveitaram da própria situação para fazer guerra bacteriológica, ameaçando tomar fortalezas onde se refugiavam, catapultando cadáveres contaminados para dentro dos muros.
O principal efeito da peste foi a queda da população. Fala-se de uma quarta parte, a metade e até em nove décimos da população dizimada, dependendo do lugar. Ao todo estima-se em 40 milhões o total de mortos. Este efeito, o mais aterrador, gerou outros como crise agrária e econômica, com o abandono das searas; e crise social, com o descenso de pessoas que prestavam aqueles serviços essenciais para a população, como médicos e juristas, com números elevados de migrações, o que causou efeito contrário em alguns países, como na Hungria, que duplicou sua população e com consequências graves no âmbito do trabalho.
Conventos da Ordem localizados nos locais mais atingidos pela peste ficaram vazios, especialmente na Inglaterra e França.

A segunda grande rajada de vento deu-se no interior da Igreja. No ano de 1378, quando da morte de Gregório IX - o Papa que tinha transladado para Roma a sede papal que encontrava-se em Avignon, no sul da França - os cardeais romanos elegeram como sucessor Urbano VI. Um colégio de cardeais dissidentes opuseram-se ao candidato romano e proclamaram Clemente VII como o novo Pontífice, o que dividiu a Igreja em duas. Os dois Papas exigindo, cada qual, a legitimidade de sua nomeação e de tudo fazendo para conseguir adesões. Houve várias tentativas de solução, inclusive com a convocação de um concílio realizado em Pisa, que elegeu Alexandre V, piorando a situação, pois os outros dois não se demitiram e a Igreja viu-se com três Papas. Um novo concílio foi convocado para Constança em 1414, que declara depostos os três pontífices e elege Martinho , dando fim ao cisma.
Durante o cisma a Ordem também dividiu-se. Parece que a princípio a Ordem quisera tomar o caminho da neutralidade. A 29 de maio de 1378 celebrou-se o Capítulo Geral em Bruxelas, onde assistiram frades de todas as nações. Por ocasião do capítulo, foram pedidas algumas indulgências e favores a Urbano VI, o papa de Roma. Bruxelas, Gante e Yprés, em Flandres, pró-urbanistas, separam-se da província da França e unem-se em vicariato sob a dependência direta do prior geral. Assim a unidade da Ordem não pôde resistir às forças desintegradoras que atuavam na Cristandade. A Ordem se divide em duas, com dois gerais, cada qual do lado de um dos Papas.
Os três padres gerais que governaram a parte da Ordem que apoiava o Papa de Roma foram Miguel de Bolonha, João de Paude e Mateus de Bolonha. O lado que apoiava o Papa de Avignon tiveram como Gerais Bernardo Olerio, Raimundo Baquerio e João Grossi.
A Ordem foi reunida antes mesmo que a Igreja resolvesse o impasse causado pelo cisma. Em 1411, no Capítulo de Bolonha, João Grossi e Mateus de Bolonha renunciaram. Grossi foi então eleito por unanimidade para estar à frente de toda a Ordem, até 1430, quando renunciou.
Estes dois fatos, associados à guerra dos cem anos entre França e Inglaterra, foram algumas das causas da decadência do espírito de observância na Ordem que foi deixando opaco seu esplendor. As transgressões da Regra se fizeram habituais e com elas se introduziram outros abusos que conhecemos pelas determinações de diversos Capítulos Gerais.

Escrito por Equipe de comunicação às 23h44
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Igreja sede da Província Romana OCD não poderá ser usada em filme americano
O Vicariato de Roma negou as permissões para que o diretor americano Ron Howard grave nas igrejas de Roma cenas do filme "Anjos e Demônios", adaptação do livro de mesmo título de Dan Brown que tem como protagonista o ator Tom Hanks.
| Francesco Proietti/AP |
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| Diretor Ron Howard |
A informação foi divulgada pela revista semanal "Sorrisi e Canzoni", que estará disponível nas bancas a partir desta segunda-feira (16), e que antecipou à imprensa neste domingo (15) a reportagem dedicada ao filme.
A publicação afirma que a produção americana havia pedido há um ano as permissões ao Vicariato de Roma e ao Ministério do Interior italiano para poder rodar nas igrejas de Santa Maria del Popolo e Santa Maria della Vittoria, dois dos locais onde se desenvolve a história do livro.
Mas a diocese romana se negou a conceder as permissões para gravações no interior das duas igrejas.
Finalidade religiosa
"Concedemos freqüentemente a entrada a nossas igrejas para filmes que tenham uma finalidade ou compatibilidade com o sentimento religioso, mas não àqueles que possam prejudicá-lo", contou à revista Marco Fibbi, um dos porta-vozes da Diocese de Roma.
Desta maneira, Howard, que começou rodar o longa há poucos dias em Roma, precisou se conformar em gravar só as cenas externas na Praça del Popolo ou na Praça da Rotunda, junto ao Panteão.
Perante esta recusa, o diretor americano recriará na Reggia di Caserta (sul da Itália) alguns dos cenários do interior do Vaticano e das igrejas, enquanto o resto se reproduzirá nos estúdios de Los Angeles, nos Estados Unidos.
A história, que se desenvolve principalmente em Roma e Cidade do Vaticano, conta como protagonista o ator americano Tom Hanks, que interpretará o professor Robert Langdon, da mesma forma que no outro longa baseado no livro de Brown, "O Código da Vinci".
O papel da investigadora Vittoria Vetra será interpretado pela israelense Ayelet Zurer, enquanto o britânico Ewan McGregor será o camerlengo Carlo Ventresca.
Escrito por Equipe de comunicação às 23h18
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