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    Boletim de notícias da Província São José (Brasil) Ordem dos Carmelitas Descalços


    uma paradinha básica...

    NOSSO BLOG VOLTA A SER ATUALIZADO E PUBLICADO NO DIA 9 DE MAIO.

    Bom dia do trabalhador para todos e feliz mês de Maio!



    Escrito por Equipe de comunicação às 09h22
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    aniversariantes do mês de maio

     

    Aos confrades que nasceram no mês de Maria, nossas felicitações e votos de uma vida plena da graça de Deus.

    Fr. Edinaldo da Silva -           08 de maio

    Fr. Sandro Grimani    -           11 de maio

    Fr. Odair Madeiro      -           17 de maio

    Fr. Wilson Gomes      -           28 de maio

     



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 09h15
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    Frei Jerônimo de São José, nos 400 anos de seu ingresso no Carmelo

    Convento S. José dos Carmelitas Descalços - Zaragoza - Espanha

     (Mallén Z., V-1587 - Zaragoza, 18-X-1654).

                No século chamava-se Jerônimo Ezquerra de Rozas, uma das figuras mais interessantes da erudição aragonesa do Século de Ouro espanhol, em suas vertentes histórica e literária.

                Era filho de D. Martín Ezquerra, notário da vila de Mallén, e de d. Isabel de Blancas. Estudou em Huesca e em Zaragoza e, mais tarde, mudou-se para Salamanca, onde cursou as carreiras de maior prestígio na época: Cânones e Leis. Nesta mesma cidade e no Colégio Carmelitano tomou o hábito no dia 20 de maio de 1609. Seus estudos completaram-se em Segóvia, onde cursou Artes, e de novo em Salamanca, onde frequentou as aulas de Teologia e Sagrada Escritura.

                Desde muito jovem sentiu uma forte inclinação para a investigação histórica, à qual dedicou a maior parte de sua vida. Os Carmelitas Descalços o nomearam cronista geral, encarregado de fazer uma História da Reforma. Esta obra assinala o começo dos problemas de frei Jerônimo com a Ordem, problemas que surgiam cada vez que pretendesse imprimir uma obra. Para a confecção desta história recolheu os dados de primeira mão, e inclusive elaborou um questionário que as testemunhas relacionadas com os santos fundadores deveriam responder; todavia é, hoje em dia, um modelo de rigor científico e honradez histórica. Desz anos durou a elaboração deste livro, que apresentou à aprovação em 1635. Os censores proibiram sua impressão, obrigando-o a numerosas modificações e supressões.

                O escândalo produzido na raíz desta impressão não censurada fez com que frei Jerônimo perdesse o cargo de historiador da Ordem e que se recolhessem todos os exemplares de sua História. Porém o tropeço não freou seus desejos de escrever: em 1638 conseguiu permissão para publicar uma Vida de San Juan de la Cruz, tema no qual levou largos anos trabalhando. Em 1629 tinha publicado um Esboço do Venerável varão Frei Juan de la Cruz, breve texto que foi impresso, até nossos dias, em quase todas as edições das obras sanjuanistas, e em 1630 tinha editado os Escritos do santo, incluindo uma primícia editorial: a Declaração das canções que tratam do exercício do amor entre a alma e o esposo Cristo, à qual frei Jerônimo mudou o título por outro, que é aquele que se conserva em todas as edições a partir de então: Cântico espiritual entre a alma e Cristo, seu esposo.

                Sua obra sobre San João da Cruz só foi publicada em 1641. A partir desta data, e depois de ter sido prior do convento de Gerona, frei Jerônimo residiu em Zaragoza, no convento de S. José, onde passou a maior parte de seus últimos anos.

     

                Duas obras importantes marcam esta última etapa de sua vida: a Historia del Pilar, trabalho que ainda permanece inédito, obra pela qual sentia o maior interesse, e que numerosas vicissitudes impediram que viesse à luz, e por fim, sua obra mais significativa, a única que nos chegou sem mudanças: o Gênio da História, publicado em 1651.

                Além das obras citadas, frei Jerônimo deixou inéditos numerosos escritos de características diversas: históricos, ascéticos, escriturísticos, etc, assim como uma grande coleção de poesias, entre elas esta, dedicada

    a nuestra madre Santa Teresa

    A sus hijuelos a volar provoca

    el águila real, y al sol los lleva;

    de la fineza de sus ojos prueba

    mientras el rayo de su luz los toca.

    Ella después, bajando, en una roca,

    para aguzarlo, el corvo pico ceba,

    y en una fuente toda se renueva

    prolongando la edad que el tiempo apoca.

    Así la caudal águila, Teresa, aprueba

    la fineza de sus hijos en la contemplación del sol que adora.

    Y, ella en la piedra, Cristo, haciendo presa,

    emplea el pico, en quien los ojos fijos,

    bañándose en sus llagas se mejora.

     



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 01h45
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    Edith Stein inspira criação de Sociedade de Pensamento


                    O Instituto de Filosofia Edith Stein, da arquidiocese de Granada - Espanha, criou a Sociedade de Pensamento Edith Stein (SPES), dedicada ao estudo de uma das mais importantes filósofas do século XX. «O interesse por Edith Stein (Santa Teresa Benedita da Cruz, carmelita descalça, padroeira da Europa) nasce de que sua filosofia oferece um modelo de excelência à filosofia cristã de hoje», explicou a Zenit o Instituto de Filosofia Edith Stein. 

                    Judia de religião e de etnia, foi uma das primeiras mulheres que obteve um doutorado em filosofia na Alemanha, mas pelo fato de ser mulher, nunca pôde ter uma posição acadêmica. Foi discípula e ajudante de Husserl. 
                    Em sua obra, Edith Stein não descarta nenhum dos elementos que constituem a experiência do real. Sabia, como escreveu a um companheiro ao ter notícia da morte de seu professor Husserl, que «jamais pude pensar que a misericórdia de Deus se reduza aos limites da Igreja. Deus é a verdade. Quem busca a verdade busca Deus, tanto se percebe isso como se não». 
                    Seu compromisso vital com a verdade recebeu seu impulso definitivo pelo encontro com Cristo, como mártir em Auschwitz. Sua filosofia levou a fenomenologia a abrir-se a novas questões e a um reencontro com a tradição, especialmente com São Tomás. 

                    «Carmelita e mártir, vítima de uma das mais terríveis ideologias totalitárias do século XX, nela descobrimos uma trajetória filosófica que possibilita um verdadeiro diálogo, a partir da fé cristã, com a cultura e as posições intelectuais do homem de hoje», sublinha o Instituto de Filosofia Edith Stein. 

                    A assinatura do ata fundacional da SPES está prevista para o dia 29 de junho, na sede do Instituto de Filosofia Edith Stein (Seminário Maior de Granada). 

                    O Instituto de Filosofia Edith Stein pode ser visitado em www.if-edithstein.org.

     



    Categoria: monjas carmelitas
    Escrito por Equipe de comunicação às 01h19
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    Leigos, centenário e legislação na pauta do Capítulo Geral

     

                No dia 27 de abril o Capítulo Geral dos Carmelitas Descalços reunidos em Fátima dedicaram o dia ao Carmelo Secular. Depois da apresentação do delegado geral para a Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares - OCDS, Fr. Aluísio Deeney, a sra. Elizabeth Korves, membro do Carmelo Secular de Oklahoma apresentou aos capitulares uma conferência sobre o tema: "As constituições na vida da Ordem Secular e as relações entre frades e seculares", sublinhando que os carmelitas seculares "têm necessidade de um amplo conhecimento  da formação segundo o espírito do Carmelo e de uma boa formação, para viver melhor a chamada à santidade e ao apostolado da Ordem do Carmelo". Elizabeth disse também que ser membro do Carmelo Secular "não significa só receber os bens da Ordem, mas esta pertença à ordem exprime-se também em dar. Não basta ter uma certa devoção à Virgem; o que distingue a vocação à Ordem é o nosso empenho para com a mesma Ordem".

                No dia 28 a assembéia capitular dedicou-se ao estudo do documento capitular "para vós nasci". Fr. Pedro Tomás fez uma proposta de leitura orientada do Livro da Vida, a fim de favorecer um encontro simples com Teresa, "como a mãe que se preocupa da sua casa... Não podemos ser carmelitas sem ela, sem a sua palavra, sem a sua presença".

                Na parte da tarde, fr. Pedro Zubieta apresentou algumas propostas de modificação à Legislação da Ordem. Tais propostas foram estudadas no dia seguinte para serem apresentadas nesta quinta-feira, dia 30.



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 01h12
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    Soneto, de Frei Luís de León

    Tradução livre de Fr. César Cardoso, ocd

    Se para Deus, com Deus prescrevemos,

    homens de Deus, sem Deus, que pensamos?
    e se a porta é Deus e a Deus ingressamos,

    a Deus, que é luz, sem Deus não veremos.

     

    Se o meio é Deus e a Deus por fim temos,

    e Deus é a senda e para Deus andamos,

    dizei: por que sem Deus a Deus buscamos?

    Pensais que a Deus, sem Deus, achar podemos?

     

    Enchei, pois, Deus de Deus, nossas entranhas;

    pois, se as toca Deus, por Deus movidas,

    farão por Deus, a Deus coisas tamanhas;

     

    e se por Deus não vão em Deus regidas,

    serão, sem Deus, a Deus nossas façanhas,

    como fosse de Deus, aborrecidas.



    Escrito por Equipe de comunicação às 13h28
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    São Nuno, herói e santo

     



     

    Biografia de Nuno Álvares Pereira difundida pela Santa Sé, no contexto da canonização, neste domingo, do herói português, na Praça de São Pedro e publicada por Zenit.com

    Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, muito provavelmente em Cernache do Bonjardim, sendo filho ilegítimo de fr. Álvaro Gonçalves Pereira, cavaleiro dos Hospitalários de S. João de Jerusalém e Prior do Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Cerca de um ano após o seu nascimento o menino foi legitimado por decreto real, podendo assim receber a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo. Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezasseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.

    Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei. Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, Comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.

    Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela eucaristia e pela Virgem Maria são a trave-mestra da sua vida interior. Assíduo à oração mariana, jejuava em honra da Virgem Maria às quartas-feiras, às sextas, aos sábados e nas vigílias das suas festas. Assistia diariamente à missa, embora só pudesse receber a eucaristia por ocasião das maiores solenidades. O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.

    Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente se alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acabo por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria. Impelido pelo Amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado. Embora tivesse preferido retirar-se para uma longínqua comunidade de Portugal, o filho do rei, D. Duarte, de tal o impediu. Mas ninguém pode proibir-lhe que se dedicasse a pedir esmola em favor do convento e sobretudo dos pobres, os quais continuou sempre a assistir e a servir. Em seu favor organiza a distribuição quotidiana de alimentos, nunca voltando as costas a um pedido. O Condestável do rei de Portugal, o Comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria —a sua terna Padroeira que sempre venerou—, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.

    Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, o domingo de Páscoa, 1 de Abril de 1431, passando imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.

    Mas, embora a fama de santidade de Nuno se mantenha constante, chegando mesmo a aumentar, ao longo dos tempos, o percurso do processo de canonização será bem mais acidentado. Promovido desde logo pelos soberanos portugueses e prosseguido pela Ordem do Carmo, depara com numerosos obstáculos, de natureza exterior. Foi somente em 1894 que o Pe. Anastasio Ronci, então postulador geral dos Carmelitas, consegue introduzir o processo para o reconhecimento do culto do Beato Nuno “desde tempos imemoriais”, acabando este por ser felizmente concluído, apesar das dificuldades próprias do tempo em que decorre, no dia 23 de Dezembro de 1918 com o decreto Clementissimus Deus do Papa Bento XV.

    As suas relíquias foram trasladadas numerosas vezes do sepulcro original para a Igreja do Carmo, até que, em 1961, por ocasião do sexto centenário do nascimento do Beato Nuno, se organizou uma peregrinação do precioso relicário de prata que as continha; mas pouco tempo depois é roubado, nunca mais tendo sido encontradas as relíquias que contivera, tendo sido depostos, em vez delas, alguns ossos que tinham sido conservados noutro lugar. A descoberta em 1966 do lugar do túmulo primitivo contendo alguns fragmentos de ossos compatíveis com as relíquias conhecidas reacendeu o desejo de ver o Beato Nuno proclamado em breve Santo da Igreja.

    O Postulador Geral da Ordem, P. Felipe M. Amenós y Bonet, conseguiu que fosse reaberta a causa, que entretanto era corroborada graças a um possível milagre ocorrido em 2000. Tendo sido levadas a cabo as respectivas investigações, o Santo Padre, Papa Bento XVI, dispõe a 3 de Julho de 2008 a promulgação do decreto sobre o milagre em ordem à canonização e durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de Abril de 2009.



    Categoria: santos do carmelo
    Escrito por Equipe de comunicação às 22h53
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    Frei Cebolinha, mascote do Palmeiras

     

                Encontramos esta foto na Net. É de frei Guilherme, da Província Romana, que veio para o Brasil na década de 80. Chegou a ser superior em S. Roque, quando a casa ficou desativada com o fim do seminário menor, habitando lá com o Ir. Demétrio. Frei Guilherme, que faleceu em Roma, era doente torcedor do Palmeiras, time dos italianos paulistas.  Costumava frequentar os jogos e ficou conhecido da torcida e do clube, que, nos anos 80, permitiu ao frade de estar nos vestiários antes das partidas do time. Ali abençoava os jogadores e comissão técnica, entrava com o time em campo, abençoava a bola e rogava praga nos adversários. Bem humorado, tipo bonachão e simpático, frei Guilherme era chamado pela torcida de "frei Cebolinha". Na última vez que esteve no Brasil,  nos inícios dos anos 90, para surpresa da torcida que havia muito não o via, apareceu lá no meio da galera, separando uma briga. Deu até no globo esporte. Até hoje é lembrado. Em alguns sites de torcedores do Palmeiras, encontramos referências a ele.  Os palmeirenses ainda pedem que ele rogue pelo Palmeiras, especialmente agora.



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 22h28
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    São Nuno: carmelita português é canonizado hoje

     

                Neste Domingo, 26 de abril, em Roma, o Papa Bento canoniza, junto a 4 italianos, o Beato Nuno Álvares, herói militar português e, posteriormente, frade carmelita, o primeiro português a ser canonizado desde que Paulo VI, a 3 de Outubro de 1976, declarou Santa a religiosa Beatriz da Silva. O Beato Nuno de Santa Maria (1360-1431) foi beatificado em 1918 pelo papa Bento XV, e nos últimos anos, a Ordem do Carmo (onde ingressou em 1422), em conjunto com o Patriarcado de Lisboa, decidiram retomar a defesa da causa da canonização. Na história portuguesa, o beato Nuno de Santa Maria é conhecido como o Condestável Nuno Álvares Pereira, que no reinado de D.João I se tornou um dos heróis da batalha de Aljubarrota, em que o exército português derrotou as forças de Castela.

                 Postamos aqui um texto de João J. Brandão Ferreira, militar português. No texto o autor conclama Portugal à exaltação do herói nacional. A canonização do Beato Nuno despertou em Portugal uma onda nacionalista, contestada pelos partidos de esquerda. O governo tem sido contido e frio em relação ao fato. O Carmelo, com esta figura, continua vivo na história.

                Considerado um homem virtuoso, antes e depois de ingressado na vida religiosa. Foi casado e teve uma filha no casamento. Aos 28 anos ficou viúvo, com o assassinato de sua esposa. Dedicava grande parte do seu dia e da sua noite em oração. Grande devoto da Virgem Maria, sob o título da "assunção". Tinha tanto respeito e admiração aos consagrados e sacerdotes que suas atitudes de respeito a um antigo criado seu tornado frade da Ordem Carmelita causou admiração e surpresa. O Beato Nuno é herói da batalha que deu a Portugal a garantia de sua independência da Espanha.  

         Batalha de Aljubarrota

                Vamos ao texto:

     

                Frei Nuno recebeu o embaixador de Castela, em sua cela, amortalhado no hábito.

    -“ Nunca mais despireis essa mortalha?” perguntou-lhe o castelhano.

    -“ Só se el-rei de Castela outra vez movesse guerra a Portugal...” E erguendo-se:

    -“ Em tal caso enquanto não estiver sepultado, servirei ao mesmo tempo a religião que professo e a terra que me deu o ser ”. Por baixo do escapulário tinha o arnez vestido. O castelhano curvando a cabeça, saiu.

                Finalmente, ao fim de uma espera de séculos, a canonização do Beato Nuno de Santa Maria está marcada: será no dia 26 de Abril e terá como companheiros quatro cidadãos da península Itálica.
    Este reconhecimento da Igreja deve ser considerado com grande júbilo pela nação dos portugueses. As comemorações devem ter realce idêntico. Não vai ser fácil, todavia, que tal venha a acontecer, mas já lá iremos.
                De facto a figura e a acção do Condestável é absolutamente singular na História de Portugal e, a ele, mais do que a qualquer outro, devem os portugueses o facto de continuarem a ser livres e independentes.
    Não vamos percorrer a vida do grande vencedor de Aljubarrota – fasto luminoso das nossas glórias militares – nem os seus actos do dia a dia, que são referencias incontornáveis de moralidade pública, virtudes humanas e devoção cristã, que balizaram a vida do herói e santo, mas tão só afirmar dois notabilíssimos factos: ser Nuno Álvares o nosso único chefe militar que nunca perdeu uma batalha ou um simples combate (e pelejou muito!); e sendo já numa altura madura do seu peregrinar pela terra, um dos homens mais ricos do Reino – senão o mais rico – se ter despojado de tudo, distribuindo os seus bens pelos familiares, amigos, companheiros de armas e ordens religiosas. Queria apenas passar a viver de esmolas e foi preciso uma ordem real para impedir que tal viesse a suceder.

                Não existe outro exemplo em toda a gesta nacional, desde que Afonso Henriques individualizou o Condado Portucalense, que se lhe possa igualar. Como, possivelmente, não haverá no mundo inteiro.
    È, pois, diante desta figura gigantesca de carácter, competência, humildade e Fé, que os portugueses se devem curvar e em cujo exemplo deveriam meditar.

                Ora os portugueses deste início do século XXI desconhecem e ignoram, na sua maioria, – com os poderes públicos à cabeça – o ganhador dos Atoleiros, de Trancoso e Valverde, o grande comandante que nunca vacilou nos transes mais dolorosos e incertos.

                É este, então, o momento ideal para arrepiarmos caminho e dar graças à Providencia Divina pelo facto do Santo Condestável ser um dos nossos e lembrarmos aos nossos filhos e netos que nunca o deverão esquecer. Porém, não se pode amar o que se desconhece.

                Numa época em que os nossos brios patrióticos tão necessitados estão de alimento que os retirem da soturna decadência em que sucessivas opções de estouvado e ignaro mau senso, os colocaram, surge esta luminosa oportunidade de retemperar a alma dos bons portugueses. Será um crime de lesa Pátria, desperdiçá-la!

                Deste modo julgamos que se deve actuar rapidamente em três âmbitos: o religioso, o militar e o cívico.

                É por demais evidente que a cerimónia de canonização deve ser seguida pelo país inteiro, – não há aqui azo a divisionismos, – e não se deve esgotar na cerimónia em Roma a qual deve ter a presença de muitos portugueses e de bandeiras de Portugal. É preciso mobilizar o maior número de pessoas a deslocarem-se ao Vaticano.

                A imagem de Nuno de Santa Maria (o nosso décimo primeiro santo), deve ser transportada em avião da Força Aérea ou da TAP, para Lisboa e ser escoltada por aviões de combate assim que entrar no espaço aéreo nacional – as asas dos aviões da FA ostentam a cruz de Cristo, ela não está lá por acaso.
    No aeroporto a imagem deverá receber honras militares e ser levada para o Convento do Carmo – a sua última morada – e ficar à guarda de forças da GNR.O percurso deverá ter alas de militares.

                Em data próxima realizar-se-á um “Te Deum”nos Jerónimos em honra do novo santo, com a presença de todas as irmandades e institutos religiosos. No dia seguinte a imagem deverá seguir para S. Margarida, passando pela Escola Prática de Infantaria, – Arma de que D. Nuno é o patrono. Em Santa Margarida, na unidade herdeira das tradições da 3ª Divisão de Infantaria – a Divisão N. Álvares – será feita uma velada de armas à maneira medieval, para seguidamente se prestar as honras militares na Batalha antecedidas pela passagem nos campos de S. Jorge. Em todos os itinerários o povo e todas as autoridades devem sair às ruas para aclamar tão distinto e valoroso antepassado.

                Em frente à sua estátua equestre na vila da Batalha serão prestadas honras militares pelo maior contingente de tropas apeadas que se possa reunir a que se seguirá missa solene militar, com a presença dos estandartes de todas as unidades militares, no mosteiro de Santa Maria da Vitória. O corpo diplomático deve ser convidado a assistir.

                As cerimónias deslocar-se-ão, então, para o concelho da terra natal de D. Nuno, Cernache do Bonjardim, cujas forças vivas já se preparam para a justa homenagem.

                Em simultâneo deverão realizar-se palestras, homilias, conferencias, colóquios, etc. em todas as paróquias, unidades militares (incluindo as destacadas), escolas e instituições de cultura e patrióticas um pouco por todo o país. Tais comemorações deverão inspirar o aparecimento de obras de arte, literatura, medalha, emissão filatélica, etc., alusivas ao evento.

                É urgente reaporteguesar Portugal.

                Para tudo se levar a bom termo, deverá ser constituído um grupo director e coordenador que não pode dispensar o alto patrocínio do Presidente da República (e deverá até ser liderado pela presidência). Aos eventos devem ser agregadas o maior número de instituições representativas da sociedade.
    Infelizmente haverá que contar com a acção de forças antinacionais que tudo farão para menorizar tão importante acontecimento. Há que as enfrentar com serenidade, determinação e firmeza. Como D. Nuno nos ensinou.

                Que o grande Fronteiro Mor do Além-Tejo, Condestável de Portugal, alma pura e bela, agora Santo Nuno, continue a interceder pela terra de Santa Maria.

                Acreditem que bem precisamos.



    Categoria: santos do carmelo
    Escrito por Equipe de comunicação às 01h05
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    Um brasileiro no definitório geral

    .
    O Capítulo Geral dedicou-se, no dia 24 de abril à tarde, à eleição dos 8 Definidores Gerais que comporão o ógão governativo da Ordem dos Carmelitas Descalços para o sexênio 2009-2014. Pela primeira vez um brasileiro foi eleito Definidor. Trata-se de Fr. Marcos Juchem, por três vezes provincial da Província de Nossa Senhora do Carmo, do Sul do Brasil, e que participava do Capítulo como Sócio eleito ao Capítulo pela sua Província.  Parabéns Fr. Marcos, e que a Virgem do Carmo e os Santos do Carmelo o ajudem e inspirem em sua nova missão.


    Assim ficou a composição do Definitório:
    .
    1. Vigário Geral: Fr. Emilio José Martínez, da Província de Castilla (Espanha)
    2. Fr. Albert Wach, da Província de Cracóvia (Polônia)
    3.  Agustine Mullor, da Província de Manjumel (Índia)
    4. Ribert Paul, da Província de Avignon-Aquitânia (França)
    5. Marcos Juchem, da Província do Sul do Brasil
    6. Peter Jeong, do Comissariado da Coréia do Sul.
    7. George Tambala, da delegação de Malawi (Província de Navarra)
    8. John Greenan, da Província Anglo - Hibérnia (Inglaterra - Irlanda)
    .
    Igreja de N. Sra. do Carmo - Uruguaiana (ocd)



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 01h52
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    Definidos 8 Definidores gerais para o novo sexênio

    Convento S. Teresa do Desterro - Olinda (Descalços - séc. XVII)

     

                Os capitulares reunidos nesta manhã decidiram manter o número de oito Definidores Gerais como no último sexênio. Os Definidores ajudam o Pe. Geral no governo da Ordem. Após a decisão o Sócio Provincial de Portugal leu uma conferência sobre o "Carmelo Teresiano em Portugal" de autoria do Fr. Jeremias Vechina, ausente por razões de saúde. Na conferência foi recordado a expansão missionária em Angola, Congo, Brasil (Bahia e Pernambuco) e Goa; a expulsão dos religiosos de Portugal em 1834; a restauração da Ordem no século XX e a fundação da casa de Évora por missionários da Província de navarra, vindos do Brasil. Em 1978 foi constituída a Província de Portugal, dedicada a Nossa Senhora do Carmo.

     

     



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 13h38
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    SOB AS ASAS DO VENTO

    III. Entre brisas e tufões: O Carmelo Descalço

    4. No centro do Redemoinho

    O rei entra na história

     

                Pe. Jerônimo entra em cheio na história da reforma. Nascido em 06 de junho de 1545 em Valladolid, filho de um armeiro do rei e de uma descendente do embaixador da Polônia na corte espanhola, Gracián teve a oportunidade de uma boa formação acadêmica, até que sentiu-se chamado ao sacerdócio, revelando-se grande pregador e exímio confessor. Em 1572 conhece o Carmelo Descalço e é atraído pela vida reformada. Em Pastrana faz-se noviço, e professa no dia 25 de abril de 1573.

                Gracián é um homem de atividades, e não esconde seus atributos intelectuais e seus dotes para os relacionamentos sociais. Em toda a sua vida, seja onde estivesse, fazia-se notar e sobressaía-se por sua inteligência e sua vivacidade. Tanto é assim que, mesmo havendo frades de maior experiência na reforma, foi ele o escolhido pelo Pe. Baltazar Neto, em virtude de poderes recebidos do Pe. Vargas, para assumir seu posto de visitador e reformador para a Província de Andaluzia, quando Gracián tinha 28 anos de idade e apenas três meses de profissão religiosa. 

    Pe. Gracián manteve, no início, contato com o Pe. Geral. Com o andar das coisas em Andaluzia, porém, a relação foi-se esfriando. Aos ouvidos do Pe. Geral chegavam reclamações dos frades da Província contra o Pe. Vargas e o Pe. Gracián, o que levou Pe. Rúbeo a solicitar a Roma a revogação do breve de nomeação dos visitadores, ainda que ordenasse, no mesmo pedido, que não seria modificado o que até então eles tivessem feito. Roma acata o pedido, mas a revogação não acabou com dupla jurisdição, especialmente porque ela não atingia a autoridade do Núncio Apostólico na Espanha, Ormaneto, que apoiava incondicionalmente os Descalços. O Núncio, de fato, usando de seus poderes, confirma o Pe. Gracián no cargo de visitador, e mais, nomeia-o também Vigário Provincial de todos os carmelitas de Andaluzia, calçados e descalços! Está aberto o campo de batalha dentro da Ordem na Espanha. Santa Teresa, que seguia tudo de longe, celebrava as vitórias dos seus filhos, mas também se angustiava. “Algumas vezes - dizia - lamento-me de ter começado, se não tivesse tanta confiança na misericórdia de Deus... Em cada casa (de frades) se fazia o que quisessem”.

    A santa fundadora e São João da Cruz continuam na Encarnação. Dois anos depois de terem ido para lá, no ano de 1573, o Pe. Pedro Fernández lhes faz uma visita e fica espantado por ver o clima tão diferente daquele que encontrou no dia da chegada da santa. "Estão todas - disse ele - com a quietude e santidade que estão as dez ou doze que há nesse mosteiro de Alba, que a mim provocou grande admiração e consolo". Mas as monjas dos outros conventos solicitavam a presença da Santa e, com a ajuda da Duqueza de Alba, que pediu a presença da santa em sua casa, conseguem que ela se retire e aproveite a saída para visitar e resolver problemas pendentes de alguns mosteiros. Santa Teresa consegue, inclusive, antes de terminar seu triênio como priora da Encarnação, fundar em 1574 o mosteiro de Segóvia. Terminado o assunto, no dia 30 de setembro regressou à Encarnação para celebrar o Capítulo. Finalmente viu-se livre do ofício que lhe fora imposto, mas que ela abraçou com tanta dedicação. Naquele dia regressou a seu convento de S. José, onde as monjas a tinham eleita priora.

    Obra sobre S. José, do P. Jerônimo Gracián

    Em 1575 Santa Teresa estará envolvida nas fundações de Beas e Sevilla, além de ter enviado monjas par fundar em Caravaca. Beas, ainda que esteja em território castelhano, pertencia à jurisdição eclesiástica andalusa. Santa Teresa dá-se conta do engano e chega a pedir desculpas ao Pe. Geral, que tinha deixado claro que não queria fundações naquela região. Mas será a fundação de Sevilha a cavar as dissensões entre o Pe. Geral e os envolvidos na obra da santa.

    Ao fundar o mosteiro de Beas, Santa Teresa encontrou-se pessoalmente, pela primeira vez, com o Pe. Gracián. Até então seus contatos foram só por cartas. A admiração que ambos tiveram um do outro ficou registrada nos escritos de ambos. Santa Teresa fala destes 20 dias em que esteve com Gracián como os mais belos da sua vida. Houve entre eles uma grande identificação. Pe. Efrén dirá que ambos eram "eufóricos, extrovertidos, adaptáveis e com dom para as pessoas. Duas cabeças de mando, compreensivas, amplas e de enormes horizontes". Uma amizade única os ligará até a morte.

    Os Descalços continuam também suas fundações por Andaluzia. Em 1573 fundam três conventos, em São João do Porto, convento que durou apenas um ano, em Granada e em La Peñuela. Em 1574 o Pe. Gracián, na qualidade de vigário apostólico, funda o convento de Sevilha, o famoso convento "dos Remédios", sob protesto dos calçados, e em 1575 outro convento é fundado em Almodóvar do Campo.

     



    Categoria: história da ordem
    Escrito por Equipe de comunicação às 12h14
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    Minas lidera número de cidades que levam N. Sra. Do Carmo no nome

    Detalhe da igreja do Carmo de João Pessoa - PB

               

    Texto de Francisco Nardy Filho ( http://carmodacachoeira.blogspot.com/ )

     

                Parece que a Providência escolheu estas formosas e abençoadas paragens da terra brasilis para culto e honra à S.S. Virgem. Três eram as naus com que Colombo se aventurou à descoberta do Novo Mundo, e numa delas estava esculpido o nome de Maria; diversas eram as naus da cabrália, frota que em suas alterosas quilhas ostentavam o nome da Santa Mãe de Deus, e rara era a expedição que aqui chegava que entre as suas naves não viessem algumas sob a proteção da S.S. Virgem.

     

                Grande era a devoção dos brasileiros para com a S.S. Virgem, e se ainda hoje essa devoção, essa confiança nossa para com a Santa Mãe de Deus é um fato evidente, mais, muito mais ela se fazia sentir nos primeiros povoadores desta terra, daí o fato de a maioria das nossas cidades terem como padroeira Nossa Senhora, sob as suas diversas invocações.

     

                Em geral as nossas cidades tiveram o seu início em uma pobre e modesta capelinha erguida pela fé e devoção de um ou mais dos moradores desta redondeza, e quase sempre era essa capelinha dedicada a S.S. Virgem; com o passar dos anos ia-se ali reunindo o povo, iam-se edificando – hoje pequenos ranchos cobertos de palha, amanhã casas, depois uma outra casa maior, mais bem construída e confortável e daí a algumas dezenas de anos era dada a provisão e cura a essa capela; alguns anos mais era elevada a vila, depois a cidade, e finalmente a comarca. E assim as maiorias das nossas cidades tiveram a sua origem em uma capelinha erguida por um devoto da S.S. Virgem Mãe de Deus (...)

     

     Basílica do Carmo - SP - detalhe

      

              Diversas eram as invocações com que a cristandade honrava Maria Santíssima, mas aquela que de perto falava aos corações dos primeiros brasileiros, aquela a cuja benéfica e tão salutar devoção se apegara tão fervorosamente o audaz bandeirante, foi N. Sra. sob o título do Carmo. Jamais se formava uma bandeira que não fosse colocada sob a proteção dessa excelsa Senhora; jamais o destemido bandeirante se atrevia a embrenhar-se pela espessura das florestas tenebrosas sem que levasse bem unido ao peito o escapulário do Carmo; e no meio dos perigos que o assaltavam, quando se via perdido, no meio desse oceano de verdura, no meio do sussurro das bravias selvas, era à Virgem do Monte Carmelo que ele volvia os olhos – “Valha-me Nossa Senhora do Carmo!” – era a exclamação que saía daquele peito forte e varonil. Confiado no amparo e proteção da Virgem do Monte Carmelo ele nada temia: nem as canseiras da jornada, nem as flechas do gentio, nem as garras das feras, nem as doenças e extravios; seguro em sua Divina Protetora, seguia sem nada temer em busca das minas de ouro e de diamantes, e reconhecido à sua Protetora, era dela o primeiro ouro que saía na bateia, era dela o primeiro diamante que encontrava.

     

                Eis a relação das cidades brasileiras que no seu nome homenageam a Virgem do Carmo:       

     

                Carmo da Cachoeira (MG)

                Carmo (RJ)

                Carmo do Cajuru (MG)

                Carmo do Rio Verde (GO)

                Monte do Carmo (TO)

                Monte Carmelo (MG)

                Carmo de Minas (MG)

                Carmo do Rio Claro (MG)

                Carmo do Campo Grande (MS)

                Parintins (AM) - antiga Nossa Senhora do Carmo de Tupinambarana

                Carmópolis (SE)

                Carmópolis de Minas (MG)

                Carmo da Mata (MG)

                Carmo do Paranaíba (MG)

                Muitas outras cidades têm Nossa Senhora do Carmo como padroeira principal, e em maior número ainda as cidades que possuem uma igreja em honra da Mãe dos Carmelitas.



    Escrito por Equipe de comunicação às 09h43
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    Visita de Geral e início de análise de documento marcam dia no Capítulo

    Fr. Fernando Millán em charge de revista católica inglesa

                Os Capitulares no dia de hoje receberam a visita do Geral da Ordem do Carmo, fr. Fernando Millán - OCarm., que saudou os padres capitulares dizendo que era uma grande alegria para ele participar à assembléia. Depois da visita os padres celebraram a Eucaristia em sufrágio de fr. Gratiniano, ex-provincial de Castilha, que faleceu em um acidente automobilístico nesta manhã em Madri.

     

                Na parte da tarde os frades partilharam sobre o documento capitular de 2003, sua ressonância e acolhida nas diversas regiões e depois ouviram a apresentação do documento "Para vós nasci", em preparação ao V Centenário do nascimento de Santa Madre Teresa em 2015.

     



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 19h43
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    Membros do Carmelo Secular reunem-se em Aparecida

                Aconteceu nos dias 18 a 20 de Abril, no Seminário Santo Afonso em Aparecida (SP), o XI Encontro de Presidentes, Formadores e Conselheiros de nossa Província Carmelita Secular. O encontro visa oferecer àqueles que estão à frente de nossas comunidades e aos que são responsáveis pela formação aprofundamentos em temas relativos à vida carmelitana e à formação permanente. Para este ano o tema escolhido foi: "“Transformai-vos" (Rm.12,2), e o lema: “A vontade de Deus é a vossa santificação”  (1Ts. 4,3).

                As palestras proferidas durante o encontro contou com frades da Província e membros da própria Ordem Secular e desenvolveram o tema central: "Comunidade - Só o amor transforma, humaniza sua vida" (Fr. Wilson Gomes, ocd); "Buscar o homem e encontrar Deus - Os frutos do Espírito nas relações humanas"(Micheline Faria Silva, ocds); "A importância do Conselho para as comunidades" (José Eduardo M. Manfredini, ocds); "A grandeza de Deus na fraqueza do homem" e "Indivíduo" (Fr. Afonso, ocd).

                Um dos pontos culminantes de nosso encontro foi a Missa na Basílica de Aparecida onde os participantes do encontro ocuparam os lugares ao redor do altar e o celebrante redentorista falou sobre o Carmelo Secular e sua missão na Igreja.  Podemos imaginar a emoção dos carmelitas seculares na Casa de nossa Santíssima Mãe.

     

                Com não pode faltar em encontros dos nossos irmãos, os participantes fizeram um animado recreio alla teresiana. Desta vez foi apresentado um show de calouromelos, onde cada Comunidade se inscreveu para uma apresentação como calouro do programa apresentado por Terê e Zinha (caracterizando Silvio Santos e Chacrinha).

                Para as nossas Comunidades foi mais um momento de comunhão e crescimento, em que a partilha e a alegria estampam o rosto entusiasta do Carmelo no Brasil.



    Escrito por Equipe de comunicação às 18h17
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    canto de ingresso da Missa com os Capitulares na capela das aparições em Fátima

    No dia 22 de abril o Núncio Apostólico de Portugal presidiu a Missa com os frades membros do Capítulo Geral, na capela das aparições, no Santuário de Fátima, Portugal.

     



    Escrito por Equipe de comunicação às 13h16
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    Memória litúrgia da Beata Teresa Maria da Cruz

     

                Beata Teresa Maria da Cruz é  fundadora da Ordem das Irmãs Carmelitas de Santa Teresa e foi conhecida pelo apelido carinhoso de Bettina, dado por seu pai. Nasceu em Florença, a 02 de março de 1846.

                Era uma jovem alegre, vivaz, com caráter generoso, gostava de ser admirada e chamar atenção com seus belos olhos azuis e cabelos castanhos encaracolados. Gostava de inventar moda e suas companheiras a acompanhavam, aos 19 anos compreendeu que Jesus a queria para si.

                A partir daí, Bettina , deu início a sua transformação. Desapegada de suas vaidades , das ilusões do mundo, decide mudar de vida. Foi muito criticada pelas pessoas, mas isso não a perturbava, o que ela queria era ser toda de Jesus.Passou a dedicar-se aos mais necessitados.

                Ela pensou que quando vivia no mundo era só inventar um moda para que as outras moças a imitassem, então, se todas a acompanhavam no mal, também a acompanharão no bem. E de fato, foi isso o que aconteceu. Formou-se um grupo de jovens entregues à oração e às obras de caridade.

                Ela não tinha dúvida que Deus a queria para si, mas a dúvida ficou sobre a espiritualidade, pois amava tanto a espiritualidade Franciscana quanto a Teresiana. Como era costume seu, rezou e fez uma novena ao Espírito Santo. E no final venceu Teresa.

                Em 15 de julho de 1874 retirou-se com duas amigas numa casinha situada à beira de um rio de Bisêncio, onde começou um vida de oração, penitência e caridade. Neste dia foi a fundação do Instituto e continuaram esta forma de vida por três anos. Até que um dia, surgiu a dúvida se era essa a vontade de Deus.

                Em 1877, a resposta veio através de uma mãe, doente, que diz a Bettina que morreria feliz se ela cuidasse de suas crianças e Bettina viu esse pedido como sinal de Deus. E foi a partir desse momento que as mãos postas em oração se abriram para o serviço.

                Outra data significativa foi 12 de julho de 1888, quando Bettina e suas outras companheiras tiveram a alegria de vestir o hábito carmelita.

     



    Categoria: santos do carmelo
    Escrito por Equipe de comunicação às 11h54
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    O Carmelo para o mundo de hoje (continuação)

     

    Trecho da conferência proferida por Juan Martín Velasco no Capítulo Geral

    A espiritualidade de Santa Teresa e S. João da Cruz, diante das necessidades do século XXI

     

                Ainda que ninguém melhor que vós e ninguém em vosso lugar possa responder a tais questões, atrevo-me a anotar algumas possíveis contribuições do carisma do Carmelo à humanidade e ao cristianismo de nossos dias. À humanidade, primeiro, porque por debaixo da crise do cristianismo atual lateja uma crise radical que afeta a civilização, a cultura e a compreensão mesma do homem. Verdadeiramente, hoje "comovem-se os fundamentos" como escreveu P. Tillich. O homem está sendo radicalmente colocado em questão. Como na reflexão agostiniana;  Factus eram mihi magna quaestio, o homem está se convertendo em um enigma para si mesmo. Como Pascal, hoje sentimos a necessidade de perguntar-nos: O que é o homem no universo? Prova desta crise radical é o tópico da "morte do homem" com o sujeito colocado em questão, que comporta, como nos finais do século passado expressou-se como "morte do espírito" (A. Mutis). À constelação de perguntas, necessidades, desejos que supõem este aspecto de nossa situação, vossa tradição pode aportar uma compreensão do ser humano, enraizada na melhor tradição cristã e que São João da Cruz formulou com toda precisão justamente no momento em que o humanismo renascentista - recorde-se algumas expressões de Pico della Mirandola em seu discurso De hominis dignitate - e a primeira modernidade filosófica - pensemos na cogito cartesiano como base para a edificação do sistema do pensamento - assentavam as bases da compreensão do homem como centro da realidade e medida de todas as coisas, que desembocou no naufrágio do espírito que agora lamentamos.  Importantes estudos sobre sua obra estão colocando em relevo a contribuição de João da Cruz para a conscientização sobre a dignidade, o valor, a profundidade do ser humano.

                Com efeito, o exercício da contemplação supõe e manifesta que o homem deita suas raízes mais além de si mesmo; é habitado por uma desproporção interior inigualável a partir dele mesmo; é habitado por uma verticalidade irreprimível. Dito em uma só palavra que resume e explica todos estes sintomas: a contemplação manifesta e se funda no fato de que o homem é um ser teândrico, é "Deus por participação". Deste fato a história da humanidade deu mostras variadíssimas. A história da cultura, a atividade simbolizadora, o fato da linguagem e da significação, a atividade ética, as obras de arte, a história das religiões, enfim, a história humana em seu conjunto não é mais que o plasmar nas diferentes situações deste "imperativo de interrogação", deste anelo irreprimível por transcendência inscrito no coração do homem. Por isso a história do pensamento humano multiplicou as expressões que procuravam formular e dar conta desse fato originário: "Nos fizeste para ti...". "O homem supera infinitamente o homem"; "o homem é a síntese ativa de finitude e infinitude"; "a existência pessoal, escreveu tempos atrás M. García-Baró, é na verdade vontade em íntimo desequilíbrio perpétuo; causalidade espiritual ferida, cindida de si e em si, porém sendo esta cisão íntima a condição que permite algum grau de lucidez na raiz do homem". Tudo descansa no "fato inconcluído da religação ao poder do real" (X. Zubiri).

                Pois bem, a espiritualidade sanjuanista, por descansar no descobrimento e no exercício da condição humana como "Deus por participação", e ter sido vivida por um homem extraordinariamente dotado para a criação literária, deu deste fato formulações sumamente vivas, preciss, brilhantes, capazes como poucas para despertar nos homens dissipados, adormecidos, submergidos em formas de "vidas desperdiçadas", de nosso tempo a consciência de sua dignidade. Não posso deter/me aqui no desenvolvimento da antropologia sanjuanista, porém quero ao menos referir-me a algumas de suas expressões. O fundmental foi resumido muito bem nesta: o homem é para João da Cruz "um eu aberto, como por uma ferida, pela paixão de transcendência" (P. Cerezo).

     

                Adscrito à antropologia cristã que define o espírito humano como um excesso que lhe permite de participar na luz originária do ser como fundamento de todo o cognoscível, e faz de seu desejo esse "desejo abissal" que só em Deus tem seu termo porque tem nele sua raiz: "Que estando a vontade / de Divindade tocada / não pode ficar pagada / senão com Divindade", S. João da Cruz expressará sua antropologia em formulações tão precisas como esta: "É triste de doer que tendo a alma capacidade infinita, andem-lhe dando de comer bocados de sentido, por seu pouco espírito e inabilidade sensual". Porém, expressá-la-á, sobretudo, em imagens tão expressivas e eloquentes como ferida, chaga, abertura, brecha, caverna, vazio anelante, que remetem a um ser originado por alguém mais alto que lhe enche de saudade; imagens que revelam um homem habitado or uma "atração gravitacional" que o tira permanentemente de si. Uma antropologia que aparece dinamicamente figurada sobretudo em símbolos verbais que expressam essa necessidade de transcendência: saí, irei, passarei, vooei, entremos, etc..., em que se expressa o descentramento até o mais além absoluto de si mesmo como únicas formas de realização de seu ser.

                É provável que seja aí onde se enraiza a razão da atualidade de S. João da Cruz neste século, no qual vinha forjando-se a radical crise do sujeito que explodiu nos últimos decênios. É provável que aí se encontra uma das razões da pertinência da mensagem da espiritualidade do Carmelo em relação com a crise da humanidade atual.

                Em relação com o cristianismo atual e suas dificuldades, vosso carisma dispõe de outro recurso de extraordinário valor. Porque uma das provas de sua fecundidade está no fato de ter suscitado figuras que o viveram em perfeita consonância com a situação espiritual do homem moderno e contemporâneo, pelo que a simples apresentação de tais figuras supõe a demonstração palpável da capacidade do cristianismo para encarnar-se em pessoas perfeitamente contemporâneas de nosso tempo religiosamente indigente e que constituem por isso desmentido mais rotundo às acusações que com tanta frequência lhe tacham de anacrônico.



    Escrito por Equipe de comunicação às 21h42
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    O Carmelo para o mundo de hoje

    Trecho da conferência proferida por Juan Martín Velasco no Capítulo Geral

    A espiritualidade de Santa Teresa e S. João da Cruz, diante das necessidades do século XXI

                O elemento característico da espiritualidade carmelitana reside, a meu entender, em propor a contemplação como centro e eixo do ideal da vida cristã. Isto pode parecer uma enorme obviedade e o "descobrimento de um mediterrâneo". Porém de tais "descobrimentos" está pela a história da espiritualidade cristã. Quem não sabia desde o começo do cristianismo até a época de São Francisco que Jesus tinha proclamado bem-aventurados os pobres, e que enviava os seus a pregar o Evangelho sem dinheiro, nem alforjas, nem túnica de reserva? E, no entanto, foi necessário que Francisco, depois de ter descoberto a nova pobreza que começava a aparecer em seu tempo, lesse sem mais "não leveis nada", para que caíssem em conta do muito que os cristãos e as mesmas congregações religiosas tinham desfigurado o cristianismo neste aspecto fundamental.

                Assim sucede em nosso caso. Bem claro estava no Evangelho: "Nisto consiste a vida eterna... em que reconheçam a Ti, único Deus verdadeiro..."; "só uma coisa é necesária"; "amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração", porém, de fato, o cristianismo medieval tinha reduzido a imensa maioria do povo cristão ao cumprimento dos mandamentos, pesada carga quando não são entendidos como explicitação da única lei do amor; à imposição  de uns deveres rituais e uma práticas devocionais; à aceitação de umas verdades reveladas por Deus e ensinadas pela Igreja. Recordemos que, inclusive no interior da vida religiosa, a prática efetiva da oração pessoal estava submetida, sobretudo para as mulheres, a toda classe de suspeições e limitações, e reduzida com frequência à repetição de rezas e devoções não poucas vezes contaminadas de traços supersticiosos. Nestas circunstâncias, foi necessário o descobrimento por Teresa e João da Ceruz, entre outros, da prioridade da contemplação para que o núcleo da vida cristã, sepultado sob um monte de escombros acumulados pela história, aparecesse de novo, e recobrasse seu brilho, passando a ocupar o lugar central nas propostas do ideal da vida cristã.

                A redescoberta da contemplação pelos iniciadores do Carmelo não se reduziu à afirmação e à justificação de sua importância. Comportou a proposta de formas concretas de exercício acessíveis a toda classe de cirstãos e cristãs; a instauração de formas de vida centradas nesse exercício; a proposta de caminhos de iniciação, de métodos para seu desenvolvimento; de resposta às dificuldades e perigos que traz; de estímulos para aspirar às suas formas mais perfeitas. Até que, graças a esta descoberta, converteu-se em uma evidência no seio da Igreja que não pode pensar na realização da vida cristã sem o exercício, a prática, a vivência da dimensão teologal que resume o termo da contemplação. Não é questão de entrar aqui nos traços característicos da contemplação carmelitana, ainda que possa ser útil recordar os mais importantes: a vivência, o passo, pela experiência pessoal, à atitude teologal, que requer a prática efetiva da contemplação. A insistência permanente de que a contemplação é o exercício da fé e não um caminho que tome o seu lugar; o sublinhar da obscuridade da fé, único meio para a união com Deus; a atribuição à contemplação da dimensão de obscuridade, de passagem pela noite, que nada pode evitar, e que faz da consciência da ausência de Deus um traço característico de sua experiência. A insistência no amor como sustento mesmo da fé e seu exercício, como mostram as descrições da contemplação: "advertência amorosa"; "não se trata de saber muito, senão de amar muito". A referência ineludível a Jesus Cristo como lugar da revelação-doação de Deus e de nossa resposta a ele. A presença da referência à dimensão ética: "virtudes quer o Senhor", e o amor ao próximo, como cristério de verificação da contemplação cristã.

     

     

                Pois bem, assim centrada a espiritualidade do Carmelo no exercício de uma contemplação entendida nos termos que acabamos de referir, o que pode aportar a cristãos com as dificuldades e necessidades que comporta a situação atual? Em que pode ver-se afetada pelas mudanças que supõem o século XXI? O que pode aportar à realização do cristianismo em meio à crise que essas mudanças estão provocando?

     



    Escrito por Equipe de comunicação às 21h37
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    O Capítulo reflete sobre o Definitório Geral e o "Teresianum"

                No domingo os Capitulares assistiram com o povo a recitação do rosário na capela das aparições de Nossa Senhora de Fátima. Logo depois, celebraram a solene Eucaristia na esplanada do Santuário, presidida pelo bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo, à qual participaram 5.000 pessoas.

                Depois da eleição do Prepósito geral, no dia 20, as sessões capitulares foram suspensas. Na tarde do dia 20 o novo Padre Geral travou com a assembléia um diálogo a respeito do Definitório geral: número de definidores, função, relação com as Províncias e a sua distribuição.

                O Padre Zubieta, da Província de Navarra, interveio na qualidade de jurista, para informar sobre as disposições que diziam respeito aos Definidores, contidas nas Constituições e nas Normas Aplicativas. Depois da sua exposição desenvolveu-se um debate caloroso entre os capitulares. Na segunda parte da tarde, a sessão foi dissolvida para permitir aos grupos linguísticos e aos diversos grupos de trabalho de reunir-se.

     

                Na manhã desta terça-feira, dia 21, o Pe. Geral presidiu a celebração Eucarística no carmelo de Fátima. Entre os concelebrantes que ocuparam o presbitério encontrava-se Fr. Pierino, sócio ao Capítulo, indicado pela nossa Província de São José.

                Na parte da manhã o reitor do "Teresianum", frei Virgílio Pasquetto apresentou um relatório sobre a realidade de nosso instituto romano. Fr. Virgílio recordou, antes de tudo, que atualmente o complexo do Terresianum é constituído de tres comunidades distintas: a comunidade do Colégio Teológico Internacional, a Comunidade de Especialização e a chamada "Comunidade Permanente", formada por 31 membros, provenientes de 12 países e de 26 províncias. O superior da Comunidade Permanente falou sobre a vida da comunidade, sobre a oração e sobre a situação econômica do Teresianum. No final de seu relatório, fr. Virgílio  fez memória dos acontecimentos mais significativos deste último sexênio: a celebração dos 50 anos do Teresianum; a recordação dos padres falecidos - Jesús Castellano, Mario Caprioli, Benito Goya, dario Cumer e fra Tito. Pronunciou também palavras de gratidão a Fr. Federico Ruiz e Eulogio Pacho, que retornaram às suas Províncias por motivo de saúde, depois de muitos anos de serviço no Teresianum.

                O fr. Aniano Alvarez, diretor da faculdade, apresentou, por sua vez, um relatório pleno de elogios sobre esta instituição da Ordem, depois do que relatou sobre a estrutura organizativa da Faculdade  das múltiplas atividades desenvolvidas: cursos, semanas de espiritualidade, publicações, biblioteca e centros associados.



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 13h42
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    Tiradentes e a Santíssima Trindade

     

                    Ainda rolam polêmicas em torno do herói nacional comemorado no dia 21 de abril, por conta dos historiadores. Num processo de revisão histórica, muitos afirmam que Tiradentes fora um bode expiatório sim, mas sem as virtudes que os republicanos lhe ornaram.  Alguns o chamam louco, falastrão, leviano, uma pessoa sem maior importância e caráter. Os contraditórios ainda não nos dão uma biografia completa e acabada do inconfidente, que continua a ser um herói controvertido.

                    Como os homens do seu tempo, o alferes era católico. Fora batizado, criado entre católicos e tinha dois irmãos padres. Era religioso, e não sê-lo era fenômeno raríssimo entre os homens do tempo. Várias vezes, enquanto tentava convencer seus ouvintes de suas teorias revolucionárias e seus planos de levante - e estes lhe redargüíam com a dificuldade da empresa, sempre lhes dizia: "não há de ser nada, Deus está conosco". Durante o período em que esteve preso teve confessor - o qual acabou admirando-o - e no percurso para o cadafalso apertou um crucifixo contra o peito. A sentença de sua condenação relata que na Capitania de Minas Gerais alguns vassalos da Rainha, animados do espírito de ambição, formaram infame plano para se subtrair à sujeição e obediência devida à Soberana, pretendendo desmembrar e separar parte do Estado para formar uma república independente, cuja capital seria a vila de São João Del-Rei. Fundariam uma universidade em Vila Rica, o ouro e os diamantes teriam livre exploração, seriam formadas leis para o governo da república e a cabeça do Governador da Capitania seria cortada. Ainda de acordo com a sentença, mostrou-se que, entre os chefes da conjuração, o primeiro a suscitar as idéias de república foi o réu Tiradentes. Com base nesses e em outros fundamentos formulou-se a condenação à forca. Nos autos da devassa um fato interessante: em razão da devoção maior do alferes, a devoção que nutria à Santíssima Trindade, que tinha na cidade de São José del-rei (atual Tiradentes) uma igreja dedicada ao Mistério de Deus Uno e Trino, onde muitas vezes esteve a orar,  exigiu o Tiradentes, naquela mesma igreja, aos companheiros inconfidentes, que a bandeira da Nova República tivesse o triângulo da Trindade.  O símbolo acabou sendo usado posteriormente na bandeira do Estado de Minas Gerais  



    Escrito por Equipe de comunicação às 09h27
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    profissão de fé de Fr. Xavier Cannistrà, novo Geral dos Carmelitas Descalços



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 17h18
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    Frei Saverio Cannistrà, novo Superior Geral dos Carmelitas Descalços

     

    O Padre Saverio Cannistrà, italiano, foi eleito nosso novo Superior Geral, em eleição na manhã desta segunda-feira, durante o Capítulo Geral reunido em Fátima, Portugal. Doutor em Teologia Dogmática, professor do Teresianum de Roma e em Florença, o novo geral dos carmelitas Descalços tinha sido eleito recentemente Provincial da Província Toscana. O nosso novo Geral foi eleito no quarto escrutínio por maioria absoluta dos votos.


    O novo Superior Geral tem 50 anos de idade e nasceu na localidade calabresa de Catanzaro. Em suas primeiras palavras diante dos capitulares, Fr. Saverio afirmou que diante da dificuldade do novo cargo que a Ordem o encomenda, "senti que Deus me incentivava e que abraçando a vós poderia fiar-me de Deus".



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 10h13
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    Dia de estudos e reflexões no Capítulo

    Bispo de Fátima ingressa na Capela do Mosteiro das Carmelitas para a Missa. À esquerda e à direita, fr. Pierino e Fr. Marcos, das províncias brasileiras.

                O segundo dia do Capítulo Geral foi um dia de reflexões. Na parte da manhã o sacerdote espanhol Juan de Dios Martín Velasco palestrou sobre  "a espiritualidade carmelitana no mundo de hoje". O fenomenólogo esboçou um panorama da crise do religioso que avança no ocidente e à pergunta sobre o "que a espirualidade carmelitana oferece à igreja e à sociedade a quem é chamada a servir" afirmou que "o traço fundamental do Carmelo é redescobrir a contemplação como resposta à crise religiosa e à crise do homem, crise de sujeito". Referiu-se também à experiência de Santa Teresinha como protótipo de mulher contemplativa, sensível à incredulidade e capaz de dar uma resposta nova destacada da fria teoria.

                Os capitulares celebraram a Missa ao meio dia, presidida pelo bispo de Leiria-Fátima, D. Antônio Augusto dos Santos Marto, que recordou que a grande tarefa do Carmelo é despertar nos cristãos a "capacidade interior para escutar a Deus".

                Na parte da tarde a reflexão ficou a cargo do professor Miguel García-Baró sobre "a fé cristã na perspectiva filosófica". Ambos os textos encontram-se na seção documental da página do Capítulo Geral - http://www.carmelitasdescalzos.com/capitulo .



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 01h29
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    Fr. João Bontem é operado na Holanda

     

    No dia 15 de abril Fr. João Bonten, superior do nosso convento na missão em Handel, Holanda, submeteu-se a uma cirurgia no hospital local. Fr. João, que já tinha feito a mesma cirurgia em S. Paulo antes de sua viagem, teve que repeti-la agora. Fr. João já voltou ao convento e tudo correu bem durante a intervenção. Agora precisa de cuidados para recuperar-se. No dia de sua jornada no hospital, fr. João de Deus assumiu as Missas que estavam programadas na Paróquia. Rezemos para que fr. João se restabeleça logo!

     



    Categoria: frades
    Escrito por Equipe de comunicação às 22h12
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    Fr. Luciano Henrique envia crônica sobre a fundação do convento de Handel

     

    Estimados irmãos, irmãs e amigos do Carmelo Descalço no Brasil,

     

     

    O dia 05 de abril de 2009 foi um marco para a Diocese de Den Bosch, para a Paróquia Santuário Nossa Senhora da Assunção, para a Ordem Carmelitana Descalça, para a nossa Província. Um verdadeiro encontro eclesial e fraterno! Eis com certeza as melhores palavras para expressar esta intensa e fecunda experiência vivida por nós do Convento São José em Handel/Holanda.

    Juntamente com a Solene Celebração Eucarística do Domingo de Ramos tivemos a oficialização da nossa presença nessas novas terras de missão. Presidiu a Santa Missa D. Antonius Hurkmans, Bispo titular da diocese de Den Bosch. Também marcaram presença: o nosso Padre Geral Luis Aróstegui; Frei Ad Smits (Provincial dos Carmelitas Descalços na Holanda), acompanhado pelos Freis Benedicto, Conrado, Adriano e Inácio, também Carmelitas da Província Holandesa; Frei Conrado de Meester (Provincial dos Carmelitas Descalços na Bélgica); Padre René Wilmink (pároco aterior do Santuário), religiosos e um número significativo de pessoas amigas na assembléia. Dentre as várias personalidades estavam alguns carmelitas seculares, um grupo de brasileiros e o Sr. Prefeito de Gemert-Boekel cuja Handel está inserida.

    Terminada a celebração eucarística, nos dirigimos ao convento para uma recepção. Nesse momento o Sr. Prefeito fez um discurso de acolhida à nossa comunidade. Depois continuamos a festa nos confraternizando como uma só família cristã.

    O que marcou nesse dia tão especial foram as disposições para o encontro, tanto da nossa parte, como da parte do nosso Prepósito Geral, dos nossos confrades holandeses, do bispo, dos religiosos, dos paroquianos e do povo de Deus em geral. No que se refere à nossa comunidade conventual, creio que estamos dispostos à nos formarmos cada vez mais para o encontro. Se se forma para o encontro, gratuito e acolhedor, afetivo e efetivo, não se precisa preocupar com outras questões de apostolado. O desejo de encontro, cultivado na oração e na intimidade com o Senhor, por quem devemos estar totalmente apaixonados, gera determinação para assumir o compromisso do testemunho e, com certeza,  disposição missionária em vista da consagração absoluta e decidida a Deus e ao seu povo. E, uma vez disponíveis, poderemos empreender o grande sonho que é a revitalização carismática e o despertar de um novo tempo kairológico para a humanidade.

                Estamos rezando por todos, mas também, contamos com as orações de vocês. E vivenciando agora este tempo forte da nossa liturgia em que celebramos a Ressurreição de Jesus Cristo, possa cada um de nós testemunhá-lo com alegria, reafirmando que Ele é e sempre será o Senhor da Vida e da Esperança.

     

                                        Zalig Pasen !!! (Feliz Páscoa)

     

    Com ternura, em nome da nossa comunidade, envio-lhes meu fraterno abraço…

     

                                                             Frei Luciano Henrique, OCD



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    Escrito por Equipe de comunicação às 22h01
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    Inicia-se o Capítulo geral em Fátima...

     

     

             "Com alegria da Páscoa, começamos o Capítulo Geral, com alegria e otimismo para nós e aquele mundo e aquela Igreja a quem queremos servir". Com estas palavras, o Padre Geral Luís Gamboa inaugurou na manhã de hoje o Capítulo Geral dos Carmelitas Descalços, com a participação de 106 capitulares de todo o mundo.

             Na sala capitular Frei Luís dirigiu uma palavra de acolhida e de boas-vindas a todos os participantes, além de destacar a singularidade de Fátima para os Carmelitas Descalços. O Capítulo - disse - servirá para "aprofundar-nos em nossa vocação, no carisma e no serviço".

     

     

             O Padre Geral também transmitiu aos capitulares a carta enviada ao Santo Padre, Bento XVI. Fr. Luís recordou o amor profundo que a Ordem professa à igreja e ao Pontífice. Por meio de um telegrama, em nome do Papa, o Cardeal Bertone respondeu transmitindo a cordial saudação do Santo Padre e o desejo de que os traalhos capitulares sirvam para o aprofundamento do carisma teresiano, contemplativo e apostólico em profunda união com a Igreja.

             Após esta introdução Fr. Luís apresentou um relatório sobre o estado geral da Ordem durante o sexênio que agora chega ao fim (2003-2009).

     



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    Escrito por Equipe de comunicação às 09h47
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    Igrejas e paróquias em roma dedicadas a santos carmelitas

    A última paróquia criada em Roma dedicada a Santa Edith Stein dá-nos o ensejo para elencar as igrejas e paróquias dedicadas aos santos carmelitas na cidade. Vamos lá!

     

    Santa Maria in Transpontina

                A mais antiga igreja carmelitana em Roma é a de Santa Maria em Transpontina, fundada no século XVI em substituição a uma mais antiga, demolida por ordem de Pio IV porque obstaculava a trajetória dos canhões do castelo Sant'Angelo. Pelo mesmo motivo a cúpula da atual igreja dos carmelitas calçados é achatada.

     

    Santa Maria della Scala

     

                Entre 1593 e 1610 foi construída a primeira igreja romana do Carmelo Descalço, a igreja de Santa Maria della Scala. Ela fora erigida para custodiar a ícone miraculosa de Nossa Senhora della Scala e durante sua construção, em 1597, foi entregue aos Carmelitas Descalços. Na capela dedicada a Santa Teresa, no interior da igreja, conserva-se um relicário contendo o pé direito de Santa Madre.

     

    Santa Maria da Vitória

                            Inicialmente dedicada a S. Paulo e construída pelos Carmelitas Descalços entre 1608 e 1620, a igreja de Santa Maria das Vitórias foi assim renomeada por ocasião da Batalha da Montanha Branca (perto de Praga) na guerra dos trinta anos, que viu uma temporânea vitória das tropas católicas sobre as protestantes. Sobre o altar maior foi colocada um quadro de Nossa Senhora proveniente da Boêmia. A igreja, parte do prédio onde se localiza a sede da Província Romana dos Carmelitas Descalços, é famosa pela escultura de bernini representando a transverberação de Santa Teresa.

     

     

    Basílica Santa Teresa

                Contígua à cúria geral da Ordem dos Carmelitas Descalços a igreja de Santa Teresa de Ávila foi fundada em 1901. Em 1906 tornou-se matriz da paróquia Santa Teresa, criada por Pio X, cuja veste papal encontra-se no interior da igreja. Em 1951 o Papa Pio XII a elevou a título de Basílica Menor e em 1962 João XXIII é sede de um título cardinalício.

     

    Paróquia São João da Cruz

                Criada em 1989 pelo papa João Paulo II, a igreja matriz da Paróquia dedicada a nosso Santo Padre em Roma se encontra no setor norte da capital italiana, na zona do Castelo Jubileu e pertence à diocese de Roma.

     

    Paróquia Santa Teresa de Lisieux, em S. Panfilo

                No início de 1929 funda-se o novo convento e a igreja dedicada a Santa Teresinha. Por três anos o convento foi designado como sede da província. A Paróquia de Santa Teresinha, em S. Panfilo, foi erigida no dia 7 de dezembro de 1952. Trata-se da paróquia romana que recorda, na cidade eterna, a doutora do amor, patrona das missões da Igreja.

     

     

                Além destas, existem na cidade de roma 3 igrejas dedicadas a Nossa Senhora do Carmo, das quais 2 são sedes paroquiais, uma outra igreja dedicada a Santa Maria Madalena de Pazzi, além das capelas dos 4 mosteiros de nossas monjas presentes na cidade.

     

    Igreja da Ordem Terceira do Carmo - Tre Canelle - Roma



    Escrito por Equipe de comunicação às 09h28
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    Roma inaugura Paróquia dedicada a Santa Edith Stein

     

                No dia 22 de março o cardeal vigário de Roma, Agostinho Vallini dedicou solenemente uma nova igreja, matriz paroquial, na capital italiana à nossa santa carmelitana mártir Edith Stein. O templo é uma obra de arte que leva a assinatura do arquiteto Roberto Panella, tem uma capacidade para 300 pessoas e será a igreja matriz de uma paróquia com uma população de 10.000 pessoas.

                A Paróquia foi erigida no dia 11 de outubro de 1998, no dia da canonização de Santa Edith Stein. Depois de 11 anos celebrando em uma garagem, a comunidade tem agora sua igreja construída. Na cerimônia de inauguração não faltou a evocação da santa patrona da paróquia: "foi uma santa corajosa - disse o Cardeal Vallini -, de grande coerência, de fé, de inteligência. Tomaia-a como modelo, estudai-a, invocai-a. Além da ajuda da comunidade local, contribuiram o Cardeal Meisner, arcebispo de Colônia e a geral das Irmãs Brigidinas do Santíssimo Salvador, Madre Tekla. Além da igreja, formam o complexo a casa paroquial, a secretaria, 10 salas para reuniões, catequese e encontros e um grande teatro.

                No novo altar da Paróquia foram inseridas algumas relíquias de S. João Leonardi, fundador da Ordem da Mãe de Deus.

     



    Escrito por Equipe de comunicação às 16h39
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